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Finalmente haverá eleições na Bolívia em setembro

Por Maria Josefina Arce

Passaram-se sete meses desde o golpe de Estado na Bolívia contra o presidente constitucional Evo Morales e só agora as autoridades golpistas fixaram a data das eleições.

A Covid-19 tinha sido o pretexto da presidente ilegítima Jeanine Añez para demorar o mais possível a convocação aos esperados pleitos, adiados em maio passado e, finalmente, fixados para o próximo mês de setembro.

As manobras de Añez para permanecer no poder têm sido mais do que evidentes.  Disse estar preocupada demais com a saúde dos bolivianos, mas todos sabem do nulo combate das autoridades à pandemia e seu envolvimento em escândalos como a dos respiradores artificiais.

Porém a pressão tem sido muita. Partidos políticos, personalidades e a população reclamavam de uma data para votar colocando assim ponto final na crise política, social e econômica que vive essa nação.

No meio da pandemia a Bolívia foi teatro de fortes protestos pedindo a saída dos golpistas e a volta à constitucionalidade. Em Santa Cruz, Cochabamba, Potosí e Oruro, entre outras regiões, camponeses e indígenas obstruíram estradas.

A Central Operária Boliviana, conhecida pelas siglas COB, avisou à presidente ilegítima que teria de defrontar a sublevação do povo, se não promulgasse a lei para a realização das eleições em seis de setembro próximo, data que tinha sido acertada pelos partidos políticos e o Supremo Tribunal Eleitoral.

A pressão popular, portanto, obrigou Añez a baixar o decreto, porém rapidamente quis deslindar sua responsabilidade de sua única missão após o golpe que era convocar a eleições e assinalou os principais candidatos como possíveis culpados das consequências que pudesse ter este processo numa emergência sanitária.

Os golpistas pioraram a situação ao esbanjarem os recursos, não realizaram testes de diagnóstico suficientes e pouca ou nenhuma atenção deram aos hospitais que pediam meios de proteção e outros insumos, enormes detalhes que a presidente esqueceu mencionar.

A verdade é que Añez, que aproveitou a ocasião para se apresentar como candidata, aparece no último lugar na intenção de votos. A pesquisa mais recente situa em primeiro lugar Luis Arce, do Movimento ao Socialismo, com mais de 33 por cento e em segundo lugar Carlos Mesa, da coalizão Comunidade Cidadã, com 18 por cento.

Finalmente os bolivianos poderão votar após o injustificado golpe de Estado por suposta fraude nos pleitos de 22 de outubro passado, que tinha sido uma farsa da direita, como acabou sendo provado, para tirar do meio um governo que contava com o apoio da maioria dos cidadãos beneficiados com programas sociais que deram estabilidade política, econômica e social à Bolívia.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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