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Brincando com fogo

Por Guillermo Alvarado

Os protestos contra o racismo continuaram no fim da semana passada em várias cidades dos Estados Unidos, alimentadas desta feita pela decisão do presidente Donald Trump de mandar forças federais para reprimir e conter os manifestantes, o que equivale a jogar lenha na fogueira.

Em Portland, Oregon, onde as marchas em repúdio ao racismo e à brutalidade da polícia não cessam há mais de 50 dias, dezenas de milhares de pessoas confrontaram com agentes federais que protegem o Palácio da Justiça.

As pessoas queimavam fogos de artifício, jogavam garrafas e pedras contra o prédio e os guardas responderam com gases pimenta e lacrimogêneos, balas de borracha, numa batalha pouco habitual.

Imagem semelhante se observava na cidade de Seattle, e noutras dezenas de cidades. Entrementes, ao menos dois juízes se negaram a ordenar a retirada dos federais, ou proibir o uso de produtos tóxicos.

O presidente Trump atiça o fogo ao tachar os que participam das marchas de rebeldes e terroristas, e pede usar todas as forças possíveis.

Como se não bastasse, acusa os manifestantes de propagarem o vírus da Covid-19, mas não passa por sua mente que ele mesmo organizou atos públicos nos que os presentes não eram requisitados usar meios de proteção.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU denunciou as táticas de mão dura e o tratamento discriminatório utilizados pelos agentes federais contra civis desarmados e jornalistas que faziam a cobertura dos acontecimentos.

A porta-voz Elizabeth Throssell insiste em que os protestos sejam pacíficos e os participantes não precisem temer agressões físicas ou detenções arbitrárias.

Ela se refere à prática de prender qualquer pessoa sem nenhum motivo, metê-la num veiculo não identificado e levá-la a um lugar desconhecido, o que viola as leis e os direitos humanos.

As vítimas do abuso cometido pelos policiais norte-americanos devem ter direito a “investigações rápidas, independentes, imparciais e transparentes”, reclamou Trhossell.

Vem à memória as palavras do ex-secretário de Defesa, o general Jim Mattis, que disse que Trump é o primeiro presidente dos Estados Unidos que não busca unir a sociedade, nem sequer tenciona. O que está fazendo é dividi-la cada vez mais. Leva três anos tratando de conseguir isso.

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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