Estados Unidos negam a outros povos o direito à vida

Por Maria Josefina Arce

Mais de um milhão de pessoas morreram vítimas da Covid-19 no mundo e os contagiados beiram 34 milhões. Vendo esses números, as Nações Unidas pediram maior cooperação e solidariedade internacional para conter, atenuar e superar a pandemia.

A doença causada pelo novo coronavírus é um grande desafio e mostra que o mundo necessita relações de novo tipo, nas que não cabem egoísmos e atitudes como a dos Estados Unidos que pressionam e perseguem a ajuda médica cubana negando assim a outros povos o direito à vida.

Em meio à crise sanitária mundial, o governo do presidente norte-americano Donald Trump, multiplicou suas mentiras com relação à assistência que Cuba oferece na área de saúde. Trump trata de ligar essa ajuda ao tráfico de pessoas.

No 58º Conselho Diretivo da OPS – Organização Pan-Americana da Saúde, Washington tentou barrar, em vão, a escolha de Cuba como membro do conselho.

Washington não aprende a lição. Cuba é reconhecida no mundo todo por sua posição altruísta e generosa. Desprovida de qualquer interesse ou intenções políticas, a assistência médica cubana só tem um objetivo: salvar vidas e que milhões de pessoas tenham acesso ao atendimento sanitário.

Todas as calúnias foram desmentidas pelos constantes pedidos de ajuda de governos e povos e sua gratidão, da que a OPS tem sido testemunha.

Sem o apoio de Cuba não teríamos conseguido conter a pandemia, disse a ministra da Saúde de Santa Lúcia, Mary Isaac, na reunião.

Os representantes do Haiti, São Cristóvão e Nevis, Barbados e Venezuela agradeceram o gesto solidário de Cuba de enviar a essas nações profissionais da saúde para apoiar o combate à Covid-19.

Cuba tachou de desprezível a campanha dos Estados Unidos, que se dedicam a comprar falsos testemunhos para ver se conseguem documentar as acusações sem fundamento. É claro que não conta para eles a opinião de governos e de milhões de pessoas no mundo.

Por exemplo, o “Programa Mais Médicos”, do Brasil, do qual participou Cuba a pedido do então governo do Partido dos Trabalhadores. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais revela que 95 por cento dos pacientes disseram que estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com o tratamento recebido.

A iniciativa de vasto impacto social e alvo dos ataques norte-americanos por causa da presença de Cuba, permitiu que de agosto de 2014 a novembro de 2018 fossem atendidos milhões de pessoas pelos médicos cubanos em 3.600 municípios, chegaram a proporcionar cobertura de saúde permanente a 60 milhões de brasileiros.

É deplorável que, quando o mundo mais necessita concentrar esforços e fazer da solidariedade uma prática diária, os Estados Unidos, com fins políticos, ameacem organismos internacionais e regionais, e tratem de dividir e obstaculizar uma resposta articulada no enfrentamento à Covid-19.

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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