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A mudança climática e os países insulares

“Eleve sua voz, não o nível do mar” é o lema do Dia Mundial do Meio Ambiente comemorado nesta quinta-feira, cinco de junho. A data foi instaurada em 1972 e neste ano é dedicada aos pequenos Estados insulares, que são mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Um dos problemas gerados pelo aquecimento global, consequência da emissão de gases do efeito estufa, é justamente a elevação no nível das águas dos mares e oceanos. Isso ameaça as pequenas ilhas que veem diminuir sua superfície territorial ao perderem as partes mais baixas do litoral.

As nações caribenhas sofrem essa situação apesar de serem as que menos contribuíram à deterioração do meio ambiente. A responsabilidade principal do problema é dos países industrializados, grandes emissores de gases que destroem a camada de ozônio.

A região tem cerca de 39 milhões de habitantes, hoje ameaçados direta ou indiretamente com a elevação do nível das águas e a intensificação de fenômenos meteorológicos como os furacões. Um estudo divulgado em 2012 estimou em 100 bilhões de dólares os danos anuais por esse conceito até 2050. A pesquisa levou em conta a redução nos rendimentos agrícolas, enchentes, períodos de seca e outros males decorrentes do aquecimento do planeta.

Diante dessa realidade, os governos da região tratam de unir suas forças. Em janeiro passado, Havana foi sede da 2ª Cúpula da CELAC, Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, e essa questão foi um dos destaques na agenda de debates.

Os participantes externaram sua preocupação com o crescente impacto negativo nos países em desenvolvimento, especialmente nas ilhas do Caribe. O problema representa uma ameaça para os esforços feitos para erradicar a pobreza e alcançar um desenvolvimento sustentável.

Dois meses depois, a Associação de Estados do Caribe fez sua cúpula no México. Lá foi acertada a criação de uma plataforma de informação regional que permitirá reduzir os prejuízos humanos e materiais gerados pelas mudanças no clima.

Apesar da limitação que significa a falta de recursos nas nações em desenvolvimento, é possível avançar nessa área partindo da vontade política das autoridades. Analistas sublinham o caso de Cuba, cujo governo tem investido em projetos sociais, econômicos e no capital humano em busca de minimizar as consequências desse problema.

Os programas têm a ver, também, com os recursos hídricos e florestais, no intuito de reduzir o risco de desabastecimento de água e a desertificação dos solos. As autoridades cubanas colaboram com seus vizinhos caribenhos nessa área, como maneira de contribuir a diminuir os efeitos das mudanças climáticas e à instauração de um modelo de desenvolvimento sustentável.

(M.J. Arce, 5 de junho)

 

Editado por Juan Leandro
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