BRICS: golpe à hegemonia dos EUA

Editado por Juan Leandro
2014-07-15 13:48:20

Pinterest
Telegram
Linkedin
WhatsApp

Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, as cinco economias emergentes mais fortes do mundo agrupadas no BRICS, estão empenhadas em trabalhar juntas para erradicar a pobreza e favorecer o desenvolvimento. Esse é o propósito principal do Banco de Desenvolvimento, que seria uma alternativa para as nações menos industrializadas.

A nova instituição financeira, com uma base inicial de 50 bilhões de dólares, zelará pelos interesses dos Estados membros do bloco e levará seus benefícios também a outros países que não teriam de se submeter às receitas neoliberais que barram o desenvolvimento econômico.

A contribuição de cada integrante do BRICS será equitativa. O dinheiro será utilizado para financiar projetos de infraestrutura e de impulso ao desenvolvimento de nações mais pobres da África e América Latina.

A nova entidade constitui um desafio ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, controlados pelos EUA e as potências ocidentais. O governo norte-americano é o principal provedor de recursos ao FMI e portanto são os que manejam as políticas dessa instituição financeira internacional.

Nesse contexto, o surgimento do Banco de Desenvolvimento do BRICS constitui um golpe ao hegemonismo dos EUA e a sua política neocolonialista e de saque dos recursos dos países em desenvolvimento.

Cabe destacar, também, a criação do Fundo de Emergências, com o qual o BRICS vai apoiar nações com problemas financeiros. Seu capital inicial será de 100 bilhões de dólares. Nesse caso, a China fará a maior contribuição, com 41 bilhões. Brasil, Rússia e Índia entregarão 18 bilhões cada, e a África do Sul fornecerá cinco bilhões.

Analistas apontam que com as duas iniciativas, o bloco de economias emergentes consolidará sua influência no mundo e se tornará um rival de peso para os interesses dos EUA e seus aliados europeus, modificando a correlação de forças na atual arquitetura financeira mundial em favor do bem-estar dos povos.

(M.J. Arce, 15 de junho)

 



Comentários


Deixe um comentário
Todos os campos são requeridos
Não será publicado
captcha challenge
up