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Os fundos “abutre” de olho nos recursos naturais da Argentina

O conflito criado pelos chamados fundos “abutre” contra a Argentina disparou a alarme no mundo todo. O ataque financeiro contra essa nação sul-americana tenciona embargar seus ativos, incluso os da companhia petroleira YPF.

Essa ação busca cercear a independência econômica do país e mantê-lo amarrado a instituições financeiras internacionais como o FMI, Fundo Monetário Internacional. O site Rebelion indicou que a coragem e exemplo de emancipação da economia dado primeiro por Nestor Kirchner e depois por Cristina Fernández na Presidência, representou uma ferida no coração dessa entidade.

Ao longo de décadas, o FMI obrigou as nações do chamado Terceiro Mundo a aceitarem empréstimos em condições leoninas, com juros altíssimos, impossíveis de saldar.

A situação atual confirma o que todos sabem: os problemas do sistema financeiro internacional e seu caráter injusto e desigual. Evidencia também o matiz colonialista dos chamados fundos oportunistas, que atentam contra a soberania das nações.

O ministro de Defesa da Argentina, Agustin Rossi, denunciou que os fundos “abutre” estão de olho nos recursos naturais do país, e recordou que a América do Sul é um continente muito rico nesse aspecto.

O certo é que o governo argentino cumpriu e continua cumprindo seus compromissos quanto ao pagamento da dívida externa, como vem fazendo desde 2005. A partir de um grande esforço econômico, saldou os vencimentos de dívida de 93% dos credores, que aceitaram reestruturar o débito. Em 30 de junho passado, foram depositados 900 milhões de dólares em conceito de juros.

Nesse contexto, as autoridades argentinas têm recebido um amplo respaldo internacional. Governos e organismos como a CELAC, Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, a UNASUL, União de Nações Sul-americanas, e o Parlamento Latino-americano, apoiam a batalha travada por esse país contra os fundos “abutre”.

O conflito financeiro mostrou a necessidade de respeitar os acordos acertados entre devedores e credores dentro dos processos de reestruturação de dívidas soberanas.

Como afirmara a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, o direito dos povos dos países devedores à alimentação, moradia, emprego, educação, serviços de saúde e um meio ambiente saudável, não pode se subordinar à aplicação de políticas de ajuste estrutural e reformas econômicas atreladas ao problema da dívida externa.

(M.J. Arce, 23 de julho)

 

Editado por Juan Leandro
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