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Luta contra o ebola requer colaboração internacional

Numerosos países, incluso Cuba, estão adotando medidas de prevenção para evitar a propagação pelo mundo do surto de ebola que atinge várias nações africanas, onde a pobreza impediu tornar mais efetivo o combate à doença.

O vírus foi descoberto em 1976. Desde então, a doença matou mais de 1.600 pessoas, delas mais de 900 no decurso deste ano. Hoje, o problema é maior na Libéria, Guiné e Serra Leoa. Este tipo de febre hemorrágica é transmitida pelo contato direto com os fluídos das pessoas ou animais infectados.

A epidemia ultrapassou a capacidade de resposta dos precários sistemas de saúde da região, e os governos locais estão apelando às forças armadas para tentar isolar as localidades mais afetadas, tentando aplicar quarentenas rígidas.

Esses três países estão entre os mais pobres do mundo. O Produto Interno Bruto per capita deles juntos é menor que o do Haiti, e o orçamento destinado à saúde pública é mínimo. Não por acaso, a maior parte da luta contra o ebola na África Ocidental é assumida por organizações não governamentais. A Nigéria, com mais recursos porém o mais povoado, começa a sentir os efeitos da epidemia, introduzida por viajantes procedentes da Libéria.

A humanidade enfrenta a progressão de uma enfermidade para a qual não existe vacina nem tratamento específico, e a única maneira de frear o surto é isolar os pacientes. Isso explica a proibição de viagens às regiões afetadas e um maior controle sanitário nos aeroportos. Nesse contexto, várias companhias aéreas decidiram suspender temporariamente uma série de voos.

Em Cuba, as autoridades aplicam medidas de controle para evitar a entrada do ebola no país. Também, estabeleceram um controle permanente do pessoal médico que colabora em nações africanas.

A OMS, Organização Mundial da Saúde, advertiu que é preciso tomar medidas extraordinárias diante do avanço da epidemia, e decidiu criar um fundo de 100 milhões de dólares para contribuir às ações preliminares. A diretora-geral da entidade, Margaret Chan, disse que o vírus “se move mais rapidamente que os esforços para controlá-lo”. Por sua vez, a Cruz Vermelha Internacional considera lenta a resposta da comunidade mundial diante da gravidade do problema.

Nos EUA, as autoridades decidiram aplicar um tratamento experimental, ainda não testado em seres humanos, a um médico e uma missionária desse país repatriados desde a Libéria por estarem doentes. Alguns meios falam de um “soro secreto” e criticam sua utilização apenas em cidadãos norte-americanos.

Acima de tudo, é preciso chamar à mais intensa e eficaz colaboração internacional para frear o ebola, a partir do controle estrito dos viajantes em postos fronteiriços e nos terminais aéreos e marítimos, e de uma disciplina estrita nos esquemas estabelecidos pelos sistemas de saúde do mundo todo.

(R. Morejón, 7 de agosto)

 

Editado por Juan Leandro
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