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Mais médicos cubanos na África para combater o ebola

Poucas horas depois de terminar em Havana a Cúpula Extraordinária da ALBA, Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, que abordou a estratégia a seguir contra o ebola, um novo grupo de médicos e enfermeiros cubanos viajou à África Ocidental para ajudar a conter a expansão do vírus, que já matou mais de 4.500 pessoas.

A resposta de Cuba ao pedido da ONU foi rápida. Em mensagem enviada à Cúpula, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, disse que essa contribuição é extraordinária. O grupo que viajou nesta semana é integrado por 83 profissionais da saúde que vão trabalhar na Libéria e Guiné. Eles se somam aos 165 que já estão na Serra Leoa.

As autoridades cubanas cumprem assim o compromisso com a ONU e a OMS, Organização Mundial da Saúde, de contribuir a aliviar a carência de médicos e enfermeiros no atendimento direto aos pacientes de ebola, um dos problemas mais urgentes a resolver nesses três países, os mais afetados pela doença.

Organismos internacionais, governos e personalidades têm elogiado a postura humanista e solidária de Cuba. O Grupo dos 77 mais a China saudou a decisão. Em termos semelhantes se expressou David Nabarro, emissário especial da ONU para o ebola, que participou da Cúpula da ALBA em Havana. Ele lembrou a longa tradição dos cubanos de oferecer assistência médica a quem precisar.

Os próprios EUA reconheceram a postura de Cuba. Numa reunião com o corpo diplomático em Washington, na semana passada, o secretário de Estado, John Kerry, disse que “hoje estamos vendo nações grandes e pequenas avançando de maneira impressionante para contribuir na linha de frente. Cuba, um país com apenas 11 milhões de habitantes, enviou 165 profissionais da saúde e se propõe enviar mais”, apontou Kerry.

Por sua vez, a porta-voz adjunta do Departamento de Estado norte-americano, Marie Harf, disse que o fato de um país tão pequeno estar fornecendo tantos recursos, mais que outras nações, significa uma contribuição notável. Por outro lado, editorial do jornal “The New York Times”, um dos mais influentes nos EUA, elogiou a ajuda médica cubana na luta contra o ebola.

A realidade é que este gesto de Cuba dá continuidade a décadas de apoio médico ao continente africano, onde quase 77 mil colaboradores deste país têm prestado serviço em 39 nações dessa região.

(M.J. Arce, 24 de outubro)

 

Editado por Juan Leandro
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