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CELAC: em favor da paz e segurança social

Sept 30, -- Empenhada em erradicar as desigualdades sociais e trabalhar em favor da solidariedade e cooperação internacionais, a CELAC – Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos está comprometida, também, com a manutenção da paz e da segurança globais.

Por isso, no marco das sessões da Assembleia Geral da ONU, a CELAC defendeu a paz e o desarmamento nuclear. Cuba, como presidente pro tempore da entidade regional, exortou as nações que possuem esse tipo de armamento de destruição em massa a eliminá-los de suas doutrinas, políticas de segurança e estratégias militares.

Também, promover o estabelecimento de zonas livres de armas atômicas, a proibição total dos testes e o direito inalienável dos países à pesquisa, produção e uso pacífico da energia nuclear.

Na cúpula de janeiro passado em Santiago do Chile, a CELAC chamou a comunidade internacional a criar um instrumento para banir esse meio de guerra.

Nesse contexto, a América Latina tem feito uma contribuição notável à paz e à segurança internacional, por ser a primeira zona densamente povoada livre de armas atômicas. Cabe recordar que no mundo existem hoje 23.000 artefatos desse tipo, a maioria pronto para ser lançado.

O Tratado de Tlatelolco, assinado em 1967 e vigente dois anos depois, surgiu para garantir a ausência de armamento nuclear na região, contribuir à não proliferação e promover o desarmamento geral e completo. Os 33 países signatários se comprometem a utilizar a energia atômica só com fins pacíficos.

Em várias ocasiões, o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, tem advertido para os riscos que representa para a humanidade a existência desse tipo de armamento.

“O uso de cem dessas armas seria suficiente para gerar um inverno nuclear que ocasionaria uma morte espantosa, em breve tempo, a todos os seres vivos que habitam o planeta”, afirmou Fidel referindo-se às pesquisas feitas pelo cientista norte-americano Alan Robock.

Cabe recordar que em 1945 os EUA lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, matando cerca de 250 mil civis inocentes. A maioria naquele instante, e outros vítimas do câncer e outras doenças provocadas pela radiação. Essa foi a causa, também, do nascimento de muitas crianças deformadas ou portadoras de deficiência nesse país asiático.

A ameaça ainda está latente, levando em conta os volumosos estoques de armamento nuclear. Por isso a CELAC, Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, aposta em sua eliminação total. Caso contrário, a humanidade não teria nenhuma garantia de sobrevivência.

(M.J. Arce, 30 de setembro)

Editado por Juan Leandro
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