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Luta regional endurece contra o mosquito aedes aegypti, transmissor do zika vírus

O zika vírus se espalha pela América Latina e sua eventual relação com graves doenças neurológicas e genéticas fez com que vários países, entre eles Cuba, acelerassem a luta contra o vetor dessa enfermidade: o mosquito aedes aegypti, que também é responsável pelo contágio da dengue e a chikungunya.

No Brasil, um dos mais atingidos até agora, as autoridades sanitárias já visitaram 40 por cento das casas e entidades, o que representa, em total, 27 milhões e 400 mil domicílios, prédios públicos, comércios e indústrias.

Nesta semana, a doutora Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, visitará o Brasil. Aliás, a OMS declarou recentemente emergência sanitária em nível mundial diante da explosão do zika vírus e sua possível relação com numerosos casos de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré que coincidem com o surto.

A situação também é bem complicada na Colômbia, onde há 235 municípios afetados pelo vírus, o que representa a quinta parte do território nacional. Até agora, informaram de 37.011 casos dos quais foram comprovados 30 mil e o resto está sendo investigado.

Na Colômbia, se descobre em média numa semana 4.300 contagiados, a maioria nas regiões central e Caribe e se confirmou que mais de cinco mil mulheres grávidas têm o zika vírus.

Este vírus foi descoberto em meados do século passado, e sua aparição tem sido esporádica na África, Ásia e Oceania. Só agora se suspeita que possa estar associado com a microcefalia e o Guillain-Barré.

Em Cuba, o presidente Raúl Castro exortou a população a se envolver na campanha de fumigação com o propósito de eliminar ou pelo menos diminuir a presença do mosquito transmissor.

“Nesta conjuntura, assinala a chamada do presidente cubano, é necessário que todos os cidadãos e entidades cumpram estritamente as normas sanitárias e as medidas que garantam o enfrentamento ao vetor”.

Hoje em dia, ainda não há tratamento ou vacina contra a doença, portanto, a melhor maneira de evitá-la é eliminando ou diminuindo a existência do aedes.

Segundo o Banco Mundial, a América Latina e o Caribe poderiam perder receitas de até 3,478 bilhões de dólares por causa do zika, uma quantidade relativamente pequena, mas que se baseia na suposição de que haja ação rápida e articulada em nível internacional. Não existem estimativas, por exemplo, do que poderia custar uma queda eventual do turismo nas zonas atingidas.

Seja como for, e ainda que não se confirmem os piores prognósticos, se trata de um desafio que diz respeito a todos e deve ser enfrentado com a maior seriedade possível. A melhor medicina não é a que cura, e sim a que precave, dizia José Martí.

 

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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