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A crise de migrantes endurece na Europa

O uso excessivo da força durante a destruição parcial de um enorme campo de migrantes sem documentos no norte da França fez com que o mundo voltasse os olhos de novo para o drama de dezenas de milhares de pessoas, que fogem das guerras, a violência, a fome e as doenças.

O campo se encontra no departamento de Passo de Calais, onde se congrega um número elevado de pessoas originárias do Oriente Médio e o Norte da África com a esperança de cruzar o canal da Mancha para entrar no Reino Unido.

O lugar cresceu demais, carece dos serviços mínimos indispensáveis para garantir a saúde e a segurança de seus moradores e dentro do campo reina a lei do mais forte, por isso seu nome “a selva” reflete exatamente o que se passa lá.

As autoridades francesas anunciaram antecipadamente o desmantelamento do campo, mas descumpriram a maioria dos compromissos assumidos antes da operação: não uso da violência, diálogo e entendimento, dar os prazos necessários para a mobilização dos migrantes e lhes oferecer um lugar melhor onde pudessem morar temporariamente.

Em lugar disso, a polícia entrou pela força com maquinarias pesadas que começaram a destruir imediatamente as moradias precárias, dando lugar a enfrentamentos e ao uso de gás lacrimogêneo, contra mulheres e crianças inclusive.

Organizações de ajuda aos migrantes exigiram soluções alternativas verdadeiras para os mais de quatro mil seres humanos apinhados na Selva.

A situação, porém, não é melhor na Macedônia, onde a polícia, usando a força, barrou a entrada de milhares de iraquianos e sírios que tentavam atravessar a passagem fronteiriça grega de Idomeni. Como resultado do enfrentamento, dezenas de pessoas, entre elas muitas crianças, tiveram de receber atendimento médico.

Incapazes de prever este fenômeno, consequência direta das intervenções ocidentais no norte da África e no Oriente Médio, as autoridades da União Europeia não estão conseguindo achar uma solução digna e continuam apelando à força para conter a maré de gente plantada em suas fronteiras.

Sem dúvida, é uma tragédia humana na que morreram até agora milhares de pessoas no mar Mediterrâneo, convertido em túmulo coletivo, sem contar os que pereceram na perigosa viagem até suas costas.

Será difícil saber ao certo o número exato de vítimas e ainda menos avaliar o dano psicológico causado a crianças, adultos e idosos presos num beco sem saída ante a indiferença dos que, de alguma maneira, são os causantes de seu sofrimento.

O papa Francisco pediu aos países europeus repartir equitativamente o peso da acolhida dos migrantes, mas todos fazem ouvidos moucos a esta e a outras chamadas de boa vontade caíram, porque os negócios, as finanças e outros assuntos afins estão acima dos sentimentos de humanidade e solidariedade.

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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