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Complicada situação no Brasil pelos ataques da direita contra o governo e Lula

O conflito desencadeado pelos violentos ataques das forças da direita conservadora do Brasil contra o governo do Partido dos Trabalhadores endureceu quando o juiz federal Itagiba Catta Preto decidiu suspender, temporariamente, a nomeação do ex-chefe de Estados Luiz Inácio Lula da Silva como ministro chefe da Casa Civil.

O magistrado, posicionado há muito tempo contra o governo da presidente Dilma Rousseff, disse atender a pedido feito pela associação médica do país. Tudo indica que se trata de uma nova manobra para desestabilizar o Brasil.

Catta Preto participou de marchas contra a primeira mandatária e em suas contas nas redes sociais difunde mensagens clamando pela deposição da governante. Sua decisão, portanto, se enquadra na luta política da direita para restaurar o neoliberalismo e apagar as conquistas sociais dos últimos anos.

O líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Humberto Costa, assegurou que não existe nenhum impedimento para que Lula da Silva seja ministro de governo, porquanto se encontra em exercício pleno de seus direitos cidadãos.

A presidente Dilma Rousseff também criticou a divulgação de escutas ilegais pelo juiz Sérgio Moro, um ato que viola a Constituição da República.

Conturbar a sociedade com informações que não são verdadeiras, métodos escuros e práticas questionáveis, viola os princípios e as garantias estabelecidas na Constituição, os direitos dos cidadãos e, ademais, cria um precedente muito grave, denunciou a primeira mandatária.

Por sua vez, Lula da Silva publicou uma carta aberta na que qualifica os ataques sofridos nos últimos dias como “tristes e vergonhosos episódios” e assegura que essas manobras não farão com que ele perca a confiança no senso de equilíbrio dos ministros da Suprema Corte de Justiça.

Diante da nova intentona golpista, personalidades políticas e organizações sociais da região e de outros lugares do mundo manifestaram sua solidariedade a Dilma Rousseff e Lula da Silva.

O ex-presidente uruguaio José Mujica disse que há interesses muito pesados que tratam de tirar Lula da carreira política e impedir que se candidate nas próximas eleições presidenciais.

O chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, disse que era uma canalhada o que a direita está fazendo no Brasil. E circulou uma carta assinada por 14 ex-mandatários da América Latina e Europa condenando “o intento de alguns setores de destruir a imagem deste grande brasileiro”, segundo texto literal.

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, informou que o presidente Tabaré Vázquez enviou a seus colegas da UNASUL – União de Nações Sul-Americanas – um projeto de declaração de apoio institucional a presidente Dilma Rousseff e exige respeito à ordem institucional no Brasil.

Sem dúvida, se trata de um cenário de luta de classes, onde os poderosos e ricos tentam eliminar um governo de origem operária para restabelecer seus benefícios e lançar mão da exploração.

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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