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François Hollande e a reforma trabalhista

O presidente da França François Hollande insiste em aplicar uma polêmica reforma trabalhista que cancela muitos direitos dos trabalhadores e está gerando intensos protestos, justamente em um ano em que os partidos políticos estão afinando suas candidaturas tendo em vista as eleições gerais de 2017.

Hollande, fiel a um estilo obcecado de governar, esquivou o debate parlamentar sobre o projeto consciente de que muitos membros de seu partido, o centro direitista Partido Socialista, se opõem à lei que provocou a indignação de sindicatos e outras organizações.

Não é para menos. A mencionada reforma concede aos patrões o direito de alongar ou reduzir a jornada de trabalho segundo suas necessidades, rebaixar o valor das horas extraordinárias, demitir os trabalhadores pagando uma indenização aquém do estabelecido e violar abertamente os pactos coletivos assinados com os sindicatos.

As constantes passeatas, greves e outras formas de rechaço, bem assim a teimosia do chefe de Estado, acompanhada da violenta repressão praticada pela polícia, fizeram com que diferentes grupos se unissem numa frente inédita, que calou as incipientes discussões sobre a campanha para as eleições do ano que vem, cujos motores estão tardando em aquecer.

Os opositores exortaram a reforçar as manifestações nos próximos dias e colocar em prática o que denominaram o “voto cidadão” para forçar o executivo a mudar o rumo.

O descontentamento centra-se nestes dias no complexo energético e petroleiro: fechou-se o acesso a instalações, diminuiu a geração elétrica de algumas usinas nucleares e existe risco de desabastecimento de combustível nos dois principais aeroportos de Paris: Orly e Charles de Gaulle.

Na semana que bem poderiam aderir às greves outros setores, como o transporte.

Enquanto isso, a aprovação de Hollande está despencando, o que preocupa muitos correligionários, porquanto existe a possibilidade de que seja excluídos da candidatura para a reeleição.

Em verdade, Hollande nunca foi bem visto pelos franceses. Venceu as eleições de 2012, porque as pessoas não queriam que torna-se a ganhar o então presidente Nicolás Sarkozy. Ora, a população acusa-o de implementar programas neoliberais que a própria direta nunca se atreveu e de atentar contra as garantias trabalhistas obtidas após décadas de luta.

E justamente quando começa o jogo eleitoral, Hollande teima em implementar mudanças que só beneficiarão os patrões e vão prejudicar os trabalhadores.

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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