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Resumo as 10 internacionais de 2017

Estas foram as 10 notícias internacionais mais relevantes de 2017.

1.- VENEZUELA CONVOCA ELEIÇÕES E DERROTA A VIOLÊNCIA DA OPOSIÇÃO

A eleição para formar a Assembleia Nacional Constituinte realizada na Venezuela a 30 de julho em meio à violência da oposição, conteve as manobras que visavam a derrubar o governo constitucional auspiciadas pelos EUA.

Mais de oito milhões de votantes venezuelanos compareceram às mesas eleitorais. Foi eleito um órgão incumbido de reformar a Constituição e dar corpo legal a iniciativas tão importantes como as missões sociais.

O projeto foi consumado após quatro meses de desordens nas ruas, linchamentos, que deixaram mais de 120 mortos. Os extremistas tinham decidido enfrentar à Guarda Nacional Bolivariana.

A Assembleia Nacional Constituinte e as posteriores eleições para governadores e prefeitos foram vitórias populares para o Partido Socialista Unido da Venezuela, mas foram rejeitadas pelos EUA e governos da direita.

Ao longo do ano, a OEA manteve feroz ofensiva contra o governo de Caracas, que obrigou a Venezuela a iniciar em 29 de abril o processo de retirada dessa organização.

As pressões do secretário geral Luis Almagro se associaram às do governo de Trump, que afirmou em agosto que não excluía a opção militar contra a Venezuela e ordenou sanções econômicas contra esse país.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro conseguiu encaminhar negociações com representantes opositores da chamada Mesa da Unidade Democrática, mais dividida que nunca após as eleições de governadores.

2.- EUA ASSUME DESAFIO NUCLEAR DA COREIA DO NORTE

A escalada verbal e atitudes de força entre EUA e Coreia do Norte alcançaram níveis impensados prevendo até um conflito nuclear.

O governo norte-americano assumiu os testes nucleares de Pyongyang como questão de governo e o presidente Donald Trump ameaçou retaliar com fúria e fogo, segundo suas palavras.

Estados Unidos promoveu sanções duras contra a Coreia do Norte na ONU, aprovadas em 11 de setembro, e aplicou medidas unilaterais para castigar empresas que façam negócios com aquele país asiático. A Rússia defende o diálogo.

3.- DONALD TRUMP, UM DOS PRESIDENTES NORTE-AMERICANOS MAIS IMPUGNADOS

O presidente norte-americano Donald Trump chamou a atenção por seu comportamento, as medidas que vem adotando e as divisões criadas dentro e fora de seu governo.

Repúdio mundial desencadeou a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e mudar para essa cidade sua embaixada estabelecida em Tel Avive.

No primeiro ano de seu mandato, Trump pediu ao Congresso que aprovasse verbas para construir um muro na fronteira com o México, ameaçou cancelar o Programa de Ação Diferida para os que chegaram ao país sendo crianças e relacionou a imigração com o mal.

Além de pressionar para que os EUA se retirassem do acordo nuclear com o Irã, Trump intensificou a hostilidade contra a Venezuela e Cuba e manteve posição sinuosa em relação à China e à Rússia.

Com sua retórica protecionista e agressiva muitas vezes, vem tendo uma gestão estridente, marcada pelas investigações que estão tentando determinar sua ligação à Rússia para chegar ao poder.

4.- GOVERNO ESPANHOL SUFOCA INDEPENDENTISMO CATALÃO

O governo espanhol agrediu fisicamente os catalães que foram a votar no referendo independentista de 1º de outubro num alarde de autoritarismo questionado no planeta.

O chefe de governo Mariano Rajoy declarou a consulta ilegal, portanto a barbárie policial não tinha nenhuma justificativa e o contencioso deveria decorrer nos tribunais.

O referendo finalizou de maneira irregular e as autoridades da Comunidade Autônoma separatista assinalaram que o SIM à independência ganhou com mais de 90 por cento.

O desfecho não foi reconhecido nem por Madri, nem pela comunidade internacional. A proclamação de uma efêmera republica catalã foi anulada pelo Tribunal Constitucional Espanhol.

5.- EX-GUERRILHA ENTRA NO CENÁRIO POLÍTICO COLOMBIANO

As insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia viraram partido político depois de largarem formalmente as armas e cumprirem os acordos de paz assinados em Havana, há um ano.

A outrora guerrilha assumiu o nome de Força Alternativa Revolucionária do Comum e, mais tarde, lançou a candidatura de seu líder Rodrigo Londoño para as eleições presidenciais de maio de 2018.

O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos admitiu atrasos e dificuldades na construção da paz e a ex-guerrilha denunciou que o pactuado não está sendo cumprido.

6.- MÉXICO ABALADO POR ASSASSINATOS DE JORNALISTAS

Os casos de assassinatos e violência contra jornalistas, mulheres, adolescentes e crianças aumentaram no México batendo recordes, sem falar na atuação pujante do crime organizado.

Mais de 100 pessoas defensoras dos direitos humanos foram assassinadas desde janeiro de 2012 e 81 sumiram.

Os assassinatos dos jornalistas no México abalaram o mundo: de janeiro a novembro somam 13 e as autoridades não encontram os responsáveis de tais crimes.

7.- DERROTAS DO TERRORISTA ESTADO ISLÂMICO

O grupo terrorista Estado Islâmico sofreu notáveis derrotas no Iraque e na Síria e o governo de Damasco se viu fortalecido graças ao avanço de seu exército.

Após semanas de intensos combates, as tropas leais a Bagdá completaram em junho o controle da cidade de Mosul que era o último reduto dos terroristas na capital da província de Nínive e onde tinha sido proclamado seu califado em 2014.

Na Síria, o exército expulsou em novembro o Estado Islâmico de Deir Ezzor, a última cidade importante em poder dos terroristas.

O DAESH – nome árabe do Estado Islâmico – perdeu em outubro a cidade síria de Al Raqa, ao ser tomada por uma força militar árabe e curda, com o apoio da coalizão internacional comandada pelos EUA, sem a aprovação de Damasco.

8.- CRISE POLÍTICA NO ZIMBÁBUE PÕE FIM À ERA MUGABE

As forças armadas do Zimbábue assumiram o controle político e do Estado em15 de novembro. Afirmaram não se tratar de golpe de Estado e prenderam o presidente Robert Mugabe, 93 anos.

O partido governante ZANU-PF aceitou a decisão das forças armadas e exigiu a Mugabe que se demitisse após permanecer 37 anos no poder.

A origem da crise foi o desentendimento de Mugabe com o chefe do exército por causa da destituição do vice-presidente Emmerson Manangagwa, que, após a saída de Mugabe, voltou ao Zimbábue e assumiu a presidência a 24 de novembro.

9.- VENTOS E TERREMOTOS PROVOCAM DEVASTAÇÕES

O furacão Maria devastou Porto Rico em setembro e deixou o sistema elétrico e as telecomunicações arruinados.

O mesmo furacão devastou Dominica, onde o primeiro-ministro Roosevelt Skerrit sofreu na própria pele as rajadas de vento.

Outro furacão, Irma fez seis mortos em San Martin e castigou Antigua e Barbuda arrasando essa ilha.

Irma foi o mais potente de todos os furacões observados no oceano Atlântico fora do Caribe e o golfo do México.

Dois terremotos e a tempestade tropical Lidia que castigaram o México em setembro fizeram mais de 400 mortos e 150 mil casas foram danificadas.

Mais de 400 pessoas morreram no Iraque e no Irã em consequência de um tremor de terra que estremeceu a região em novembro e 270 pessoas pereceram por um deslizamento de terra em Serra Leoa, no mês de agosto.

10.- TERRORISTAS E ASSASSINOS SOLITARIOS ESPALHAM A MORTE

Grupos terroristas e pistoleiros solitários foram responsáveis pela maioria dos acontecimentos violentos ocorridos no mundo.

Na terrível lista de ocorrências destacam os ataques cometidos no Egito com mais de 300 mortos.

Em outubro, morreram 327 pessoas ao explodir carro-bomba na Somália. Ao menos 80 pessoas morreram e mais de 300 receberam ferimentos num atentado em Cabul, a capital do Afeganistão, no mês de maio.

Em setembro ocorreu o pior ataque com arma na história dos EUA: sessenta pessoas morreram e 500 receberam ferimentos em Nevada, durante um show de música country. O pesadelo do atirador solitário se repetiu nos EUA no mês de novembro quando um homem armado assassinou 26 pessoas numa igreja de Texas.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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