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Resumo de Saúde 2016

A retrospectiva da Saúde Pública em Cuba em 2016 não pode deixar de incluir o líder da Revolução, Fidel Castro, que, naquele ano de 1953, em seu histórico alegado A História me Absolverá, quando era julgado pelo ataque ao Quartel Moncada, defendeu o direito universal e gratuito ao atendimento médico de toda a população.

O que parecia uma quimera se tornou realidade não só para Cuba, mas também para mais de 100 países, onde enfermeiras e médicos cubanos salvaram a vida de milhões de pessoas que teriam perecido sem um atendimento especializado. Não são meras palavras, e sim fatos que ninguém pode ignorar.

Em 2016, oito institutos fundados por Fidel para oferecer serviços médicos de excelência, completaram 50 anos de vida exibindo resultados de primeiro nível no campo da ciência: o cardiovascular, de gastroenterologia, hematologia, angiologia, endocrinologia, medicina esportiva, nefrologia, e neurologia, que compõem a espinha dorsal da pesquisa em função da assistência à população.

No ano 2016 se espalhou o zika pelas Américas, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, principalmente, como a dengue, a chicungunya e a febre amarela. De modo que a OMS – Organização Mundial da Saúde – emitiu alerta epidemiológica.

Dada a experiência de Cuba, a OPS – Organização Pan-Americana da Saúde – realizou em Havana uma reunião regional que congregou vários ministros da Saúde e autoridades sanitárias da área chegando ao consenso de uma ação comum adaptada às condições de cada país na luta para diminuir os níveis de infestação do vetor.

Desde o começo, Cuba implementou um programa intensivo que envolveu não só o pessoal de saúde, mas também as Forças Armadas e o Ministério do Interior e como bastião principal a comunidade, porque todos sabem que esta batalha se ganha nas casas. Atualmente, está em prática um programa de sustentabilidade.

Para o estudo dos arbovírus – agentes transmissores do zika – se criou uma comissão de estudo de seus efeitos secundários: entre as mulheres grávidas que são infestadas, a microcefalia na criança pode levar à morte. Especialistas de Cuba e dos Estados Unidos se reuniram duas vezes para investigar o tema. O programa cubano inclui um atendimento especial às mulheres grávidas e depois ao bebê, para detectar em tempo qualquer anomalia.

Nestas reuniões, se chegou à conclusão de que era necessário levar em conta quatro aspectos chave: a detecção, a prevenção, a resposta e a investigação. Cuba tem vasta experiência neste aspecto, portanto, o resultado é que é o país onde se registra o menor número de casos de zika, quase todos importados.

As doenças cardiovasculares retomaram neste ano o primeiro lugar entre as causas de mortalidade em Cuba, seguidas de perto pelos tumores malignos. Um problema sério de saúde são as doenças crônicas não transmissíveis que segundo as últimas pesquisas aparecem já na juventude; e se reforçaram os programas especiais de educação à população. A saúde é um problema de todos.

A mortalidade infantil se mantém em níveis baixos: por volta de 4 para cada mil crianças nascidas vivas. E a expectativa de vida subiu a 78 anos, no caso dos homens, e 80 entre as mulheres.

O país produz, hoje em dia, 65% dos medicamentos que consume e importa outros para a diabete, a aids e o câncer. São vendidos a preços subsidiados.

Este nível de produção, resultado de fortes investimentos nessa indústria, atenuou consideravelmente a escassez de medicamentos que afetou Cuba há 10 anos. A produção e a comercialização de medicamentos em Cuba é totalmente estatal e se realiza por preços subsidiados.

Um dos desafios é desenvolver e potenciar a medicina natural e tradicional e a produção de fito medicamentos (de origem vegetal) e medicamentos a partir do mel de abelha com a qualidade requerida, proporcionando excelentes resultados. São bem-vistos pela população e os especialistas.

Os serviços médicos cubanos, tanto dentro do país quanto em outras nações se tornaram a principal fonte de receitas de Cuba e do ministério cubano da Saúde Pública se autofinancia. Recordemos as palavras do líder da Revolução Fidel Castro que naquele longínquo 1961 já anunciava ao mundo: Cuba será um país de homens de ciência que será colocada a serviço da humanidade.

Realizaram-se múltiplos encontros nacionais do Conselho Nacional de Sociedades Científicas do Ministério da Saúde Pública. Três aconteceram pela primeira vez com seu homólogo dos Estados Unidos, o de células tronco e o de morte súbita. Todos se caracterizaram pelo elevado nível científico dos especialistas de todas as partes do mundo e a troca de experiências.

Encerramos recordando as palavras de José Marti: Todos os homens ao nascer têm o direito a serem educados e depois, em pagamento, educar os demais.

 

Editado por Martha C. Moya
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