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Resumo Esporte Cubano em 2016

Em 2016, o esporte cubano teve seu clímax nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Lá, cumpriu sua meta de se situar entre os 20 primeiros do quadro de medalhas apesar de alguns tropeços e do avanço de outras nações.

No total foram 11 medalhas, delas 10 em esportes de combate. O país concluiu no lugar 18. Destaque para os lutadores Mijaín López e Ismael Borrero, e os pugilistas Robeisy Ramírez, Arlén López e Julio César la Cruz, campeões em suas modalidades.

Sem dúvida, a grande figura foi o veterano Mijaín. Esta foi sua terceira medalha de ouro neste tipo de evento na luta greco-romana, igualando a façanha de seus conterrâneos Teófilo Stevenson e Félix Savón, que foram tricampeões olímpicos no boxe em épocas passadas. Também, a equipe feminina cubana de vôlei. Ismael Borrero, no mesmo estilo, venceu de maneira incontestável seus rivais na divisão dos 59 quilos, a menor desse esporte.

No boxe do Rio, Cuba levou três títulos, porém, não conseguiu recuperar a supremacia que manteve ao longo de quase quatro décadas, de 1972 a 2004. O “carro-chefe” do esporte nacional conquistou seis medalhas lá. Além das três de ouro, foram três de bronze para Johanys Argilagos, Lázaro Alvarez e Erislandy Savón. O primeiro lugar por nações ficou com o Uzbequistão, que ganhou além duas de prata.

Na luta, Yasmani Lugo deu uma grata surpresa ao levar prata no estilo greco. No judô, Idalys Ortiz voltou a subir ao pódio com uma valiosa medalha de prata. Ela tombou na final diante da francesa Emilie Andeol.

O atletismo, um dos motores de Cuba em jogos olímpicos, nesta ocasião ficou abaixo das expectativas. A única medalha foi o bronze de Denia Caballero no arremesso de disco.

O atirador Leuris Pupo, em pistola rápida, e a dupla de vôlei de praia integrada por Sergio González e Nivaldo Díaz, concluíram no quinto lugar, e Leonel Suárez foi sexto no decatlo superando um ano marcado por lesões. Manrique Larduet, primeiro cubano classificado para três finais olímpicas na ginástica, fez um bom papel apesar de ter se contundido durante o evento.

Quanto aos Jogos Paraolímpicos do Rio, Cuba manteve seu nível tradicional. Ficou no lugar 18 do quadro de medalhas com uma pequena delegação. Foram 15 medalhas conquistadas, tendo como líder a corredora Omara Durand, portadora de deficiência visual, que triunfou nos 100, 200 e 400 metros rasos.

Fora do evento na cidade brasileira, 2016 não trouxe grandes acontecimentos para o esporte cubano. Cabe mencionar Leinier Domínguez, prata como primeiro tabuleiro na Olimpíada Mundial de xadrez, e Alfredo Despaigne, que jogou na Liga japonesa de beisebol com bons resultados. Também, a equipe Domadores de Cuba, que recuperou o trono na Série Mundial de boxe.

No futebol, Havana foi palco de um amistoso com a seleção dos EUA, primeiro entre os dois países após sete décadas, e teve a visita de uma delegação da Fundação do clube espanhol Real Madrid, encabeçada pelo lendário ex-jogador Emilio Butragueño.

Outra equipe norte-americana que esteve em Cuba foi o Tampa Bay, de beisebol. No basquete, o ex-jogador da NBA, liga profissional norte-americana, Shaquille O’Neil, viajou à capital cubana onde realizou várias atividades.

Ao longo de 2016 foram organizados no país vários eventos internacionais, como o Grand Prix de judô e o torneio de xadrez “Capablanca In Memoriam”. Aliás, o cubano Capablanca chegou a ser campeão mundial na década de 1920. Também, inaugurou-se o primeiro centro científico no país dedicado exclusivamente às pesquisas no esporte.

O beisebol, considerado o esporte nacional, não passou do quarto lugar na Série do Caribe, e a inclusão pela primeira vez de uma equipe cubana na Liga canadense teve um resultado discreto.

No novo ciclo olímpico rumo à Olimpíada de Tóquio’2020, o esporte cubano deverá fazer um esforço grande para poder manter sua posição entre os líderes mundiais. O ex-corredor Alberto Juantorena, bicampeão olímpico e atual vice-presidente do INDER, Instituto Nacional de Esportes, afirmou que é preciso fortalecer as bases e incentivar a prática massiva para facilitar a promoção e detecção de talentos, além de produzir equipamentos e insumos esportivos no país.

“Temos o fundamental, que é a Revolução, o sistema social e o legado do Comandante em Chefe Fidel Castro”, sublinhou Juantorena ao se referir ao papel do líder histórico no desenvolvimento do esporte em Cuba nas últimas décadas.

(Edgar Leal, dezembro de 2016)


 

Editado por Martha C. Moya
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