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Resumo esporte cubano 2018

O esporte cubano encerrou 2018 com um histórico acordo com as Grandes Ligas de Beisebol que poderia contribuir para resolver alguns desafios que enfrenta o esporte na Ilha.

Após três anos de negociações em 19 de dezembro a Federação Cubana de Beisebol e a Major Legue Baseball assinaram um histórico pacto mediante o qual os jogadores de beisebol de Cuba poderão jogar nos Estados Unidos, no melhor beisebol do mundo, sem ter de abandonar seu país.

O acordo foi fechado com a aquiescência do governo dos Estados Unidos.

O representante democrata na Câmara de Representantes dos EUA Eliott Engel afirmou que o acordo era uma vitória para os jogadores e os torcedores dos esportes de ambos os países. James Williams, presidente da coalizão Engage Cuba, que se posiciona contra o bloqueio do governo dos EUA a Cuba, falou que agora os jogadores de beisebol cubanos poderão assinar contratos sem ter de desertar, o que, finalmente, colocará ponto final no terrível tráfico de pessoas.

O acordo foi manchete nos principais meios do mundo num ano de luzes e sombras para o esporte cubano. Cuba obteve bons resultados em modalidades esportivas como a luta, atletismo, canoagem e boxe, porém decepcionou em vôlei e xadrez e no principal torneio do ano: os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, em que perdeu seu reinado de quase cinco décadas de duração.

Em Barranquilla-2018, sede dos Jogos, Cuba conquistou mais de 100 medalhas de ouro, mas acabou cedendo o primeiro lugar para o México.

Os atletas cubanos obtiveram ao todo 102 medalhas de ouro nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe realizados na cidade colombiana de Barranquilla, mesmo assim perderam o primeiro lugar para os mexicanos que reuniram 132 medalhas contra todos os prognósticos.

Nos Jogos, vale realçar a vitória categórica da esgrima cubana que, após 12 anos, foi vencedora colocando-se em primeiro lugar por países com 11 medalhas, das quais sete foram de ouro.

Nos esportes coletivos brilhou o hóquei sobre grama, que foi vitorioso tanto para homens quanto para mulheres; a luta, com 13 medalhas douradas de 18 e o handball masculino, batizado como o Dream Team, graças às suas indiscutíveis vitórias.

O êxito do handball mostrou quão acertado é a nova política de escalar jogadores que vivem no exterior e jogam em ligas estrangeiras para a seleção nacional.

“Nunca pensei que vestiria de novo o uniforme da equipe Cuba. Não pensei duas vezes quando falaram comigo. Nada se compara com a alegria de ganhar um torneio com as letras de teu país escritas no peito”, disse Guillermo Corzo, que leva alguns anos jogando na liga espanhola.

No plano individual, realçaram nos Jogos Centro-Americanos os resultados obtidos em tiro por Jorge Grau, com 7 medalhas (5 douradas, 1 de prata e 1 de bronze); em saltos ornamentais por Arisley Garcia, que ganhou medalha de ouro na plataforma de 10 metros; as ciclistas Arlenis Sierra e Marlies Mejias, e os ginastas Manrique Larduet e Márcia Videaux, todos ganhadores de três medalhas de ouro. Menção especial merece a nadadora Elisberh Gámez, vice-campeã na modalidade de 200 metros livres.

Os esportistas cubanos também brilharam em 2018 nas modalidades: judô, canoagem, atletismo e pelota basca obtendo medalhas nos respectivos campeonatos mundiais.

Nos mundiais, obtiveram os esportistas cubanos 15 medalhas (2 de ouro, 4 de prata e 9 de bronze) com destaque para a luta que reuniu cinco, a medalha de ouro de Yowlys Bonne inclusive, aos seus 35 anos de idade, rei nos 61 quilos.

Outro fato inédito na luta foi a conquista da medalha de bronze no Mundial de Budapeste por Lianna de la Caridad Montero, nos 55 quilos. Foi a primeira lutadora cubana em subir ao pódio na história dos mundiais de adultos.

Em canoagem, a dupla Seguei Torres e Fernando Dayán conseguiu duas medalhas de prata no Mundial: uma no C-2 1000 metros e a outra obtida individualmente por Dayán no C-1 5000 metros.

Já em atletismo, o mais destacado foi o saltador em distância Juan Miguel Echevarría, campeão no Mundial indoor de Birmingham e líder nas competições ao ar livre com notáveis resultados. No arremesso de disco foi notável o desempenho de Yaimé Pérez, que triunfou na Liga de Diamantes, na Copa Continental e nos Centro-Americanos.

Suas performances fizeram com que recebesse o título de melhor esportista feminina do ano em Cuba.

Já na modalidade de boxe, os Domadores de Cuba recuperaram em 2018 o primeiro lugar na Série Mundial onde obtiveram sua terceira coroa guiada pelos punhos de suas estrelas Andy Cruz (64 quilos), Roniel Iglesias (69 quilos) e Julio Cesar La Cruz (81 quilos), todos eles donos de cinco vitórias.

Andy Cruz não perdeu nenhuma luta em 2018, e foi eleito o melhor atleta masculino em 2018 na Ilha.

O futebol, um dos esportes preferidos da juventude cubana, não consegue decolar. Os torcedores bateram palmas quando souberam que a Federação Cubana estava interessada em escalar jogadores contratados por clubes estrangeiros para a seleção.

A histórica visita de dirigentes do clube espanhol Atlético de Madrid foi alentadora para o mundo do futebol em Cuba.

Os estandartes do beisebol cubano foram Alfredo Despaigne e Lázaro Blanco, com atuações espetaculares no Japão e Canadá. Despaigne foi vital para a vitória dos Falcões de Softbank, na Liga Japonesa.

Decepcionaram as atuações do vôlei e xadrez, os resultados obtidos foram os mais pobres em muitos anos.

A seleção cubana de xadrez foi 61ª colocada na Olimpíada Mundial, ao ver-se privada de suas figuras principais que abandonara o país, como o Grande Mestre Leinier Dominguez, que esteve dois anos fora de Cuba sem competir alegando problemas pessoais, mas em dezembro se nacionalizou norte-americano o que foi protestado energicamente pela Federação Cubana na FIDE.

O vôlei registrou suas piores performances na história regional e nos campeonatos mundiais foram eliminados na primeira rodada.

Além do acordo com as Grandes Ligas, também é uma boa nova a reabilitação de estabelecimentos esportivos e o bom papel dos juvenis cubanos em esportes como a luta e o atletismo.

Uma nova pista montada no Estádio Pan-Americano de Havana dará maiores opções para o atletismo, uma modalidade que brilhou no Mundial Juvenil de Nairobi, Quênia, com oito medalhas (5 douradas, 2 de prata e 1 de bronze) e o terceiro lugar entre mais de 130 países

Entre os campeões, a nova revelação no salto tríplice é Jordan Díaz, campeão no Encontro Olímpico da Juventude realizado em Buenos Aires e escolhido pela IAAF como o melhor atleta juvenil do mundo em 2018.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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