Esporte mundial abalado pela morte de Nelson Mandela

Havana, 6 de dezembro (RHC).- O movimento esportivo mundial amanheceu nesta sexta-feira comocionado pela morte do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, líder da luta contra a segregação racial nesse país e Prêmio Nobel da Paz. Ele tinha 95 anos de idade.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, externou seu pesar ao receber a notícia. “O movimento olímpico está de luto pela perda de um excelente amigo e de um herói da humanidade”, afirmou Bach. “Ele compreendeu o potencial do esporte para promover a inclusão”, indicou.

Numa reunião da entidade nesta sexta-feira, o sul-africano Sam Ramsamy, membro da executiva, recordou que Mandela assumiu o esporte “como um fator de unidade”. “Este não é o momento de chorar, e sim de celebrar uma grande vida”, apontou Ramsamy, um dos líderes da luta contra o apartheid nessa nação. Ramsamy falou que tratará de levar os Jogos Olímpicos à África do Sul, porque esse era um dos sonhos de Nelson Mandela.

Por sua vez, o presidente da FIFA, Federação Internacional de Futebol Associado, Joseph Blatter, disse que o líder sul-africano foi “um dos maiores humanistas destes tempos e um amigo querido”. Federação Espanhola desse esporte ressaltou que Mandela lutou pelas liberdades do povo e sublinhou que o futebol da Espanha terá sempre uma dívida de afeto, ao se referir ao troféu conquistado no Mundial de 2010 na África do Sul.

Neste fim de semana, em todas as partidas da Liga Inglesa de futebol será dedicado um minuto de aplausos à sua memória, para recordar sua vida e obra. O presidente da Federação local, Greg Dyke, disse que ele “tinha uma grande capacidade de perdoar” e que se tornou “uma das maiores figuras de sua geração”.

O tenista espanhol Rafael Nadal, número UM do ranking mundial, garantiu que o ex-presidente foi um “exemplo” para todos. A tenista norte-americana Serena Williams falou que “a vida de Mandela mudou a vida de muitas outras pessoas, e seu legado permanecerá por sempre”. O ex-futebolista brasileiro Pelé o qualificou de herói, amigo e companheiro na luta pela paz no mundo.

O Conselho Mundial de Boxe indicou que Mandela se tornou uma lenda. “Os heróis são lembrados, mas as lendas nunca morrem”, aponta a nota da entidade. O ex-pugilista norte-americano Mohamed Ali prestou tributo ao líder sul-africano. Disse que ele ensinou ao mundo o que significa o “perdão em grande escala”. “O que mais recordarei dele é que foi um homem cujo coração, alma e espírito não podiam se conter nem se restringir através de injustiças econômicas e raciais, barras de metal ou o peso do ódio e a vingança”, apontou Mohamed Ali.

Ao comentar a notícia, a Federação Internacional de Rugby externou seu orgulho pelo fato de esse esporte ter feito parte dos esforços do ex-presidente sul-africano para reconstruir o país. A entidade recordou o impacto do Mundial de rugby de 1995, disputado na África do Sul.

Editado por Juan Leandro



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