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Fidel e sua luta incansável contra a dívida externa

Entre todas as batalhas que travou Fidel Castro ao longo de sua vida se destaca a levada adiante pelo chamado Terceiro Mundo contra a dívida externa. O líder histórico da Revolução cubana, com sua visão política clara, proclamou ao mundo que era impossível pagar esse volumoso montante, porque seria às custas da soberania e do futuro dos povos.

Sob sua liderança, Cuba impulsionou uma campanha internacional para gerar consciência em torno da magnitude e teor desse grave problema que afetava as nações do Sul.

Desde 1985, Havana foi sede de vários encontros sobre a dívida externa da América Latina e o Caribe, dos quais participaram sindicalistas, políticos, intelectuais e representantes de outros segmentos da sociedade, tanto cubanos quanto de várias nações.

Nas reuniões esteve presente o líder cubano. Antes, em seu discurso na ONU em setembro de 1979, Fidel advertira que a situação tinha se tornado insuportável para os países menos desenvolvidos. Aliás, desde o começo dos anos 70, ele já vinha denunciando esse problema.

Mais adiante, em 1983, Fidel Castro voltou a colocar sua preocupação com o assunto na Sétima Cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados, realizada em Nova Delhi, na Índia. Nessa ocasião, assinalou a necessidade de lutar para que a dívida externa fosse cancelada para o grande número de países que não tinham possibilidades reais de pagá-la, e aliviada para os que, sob novas condições, pudessem cumprir seus compromissos.

No encerramento do encontro de Havana, em 1985, o líder cubano afirmou: “Não há nada mais parecido com um câncer do que a dívida externa. O imperialismo criou essa enfermidade que tem de ser extirpada cirurgicamente, totalmente. Não vejo outra solução”.

Fidel escutara com atenção os que falaram nos seis dias de sessões, e com sua maneira peculiar e clara de dizer as coisas fez uma análise profunda do que representava para os países do Sul o pagamento da dívida externa e de seus juros acumulados.

Essa situação dessangrou o mundo subdesenvolvido e se tornou pretexto para tentar justificar o saque de seus recursos naturais pelas grandes potências. O líder histórico da Revolução cubana afirmou que mais do que devedoras, as nações do Sul eram credoras de uma dívida histórica, financeira, social e ecológica, crescida ao longo de séculos de espoliação.

Na reunião da capital cubana foram traçadas pautas em busca do consenso. Contribuiu-se a elevar o nível de consciência sobre a verdadeira natureza do problema da dívida, sustentado na injusta ordem econômica internacional. Esses encontros, dos quais Fidel foi o grande promotor, marcaram o início de uma luta que permanece ainda hoje, pois suas ideias têm vigência total.

As receitas impostas pelo FMI, Fundo Monetário Internacional, aceitas por governos neoliberais, tornaram mais grave a situação de pobreza e fome. Os mais humildes, como a história se encarregou de confirmar, foram os que carregaram no ombro o fardo do endividamento.

Ao longo de sua vida, Fidel Castro defendeu a erradicação das desigualdades entre os países ricos e pobres, e o direito do mundo em desenvolvimento a reger seu próprio destino, livre de ingerências e de espoliação.

(M.J. Arce, 29 de novembro)

 

Editado por Martha C. Moya
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