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Crescimento do turismo em Cuba em 2016

Cuba tornou a crescer na recepção de turistas em 2016, o que constitui um boom para a indústria turística. O país fechou o ano com 3,7 milhões de chegadas superando em 175 mil o número registrado em 2015 e o Canadá foi, de novo, o principal mercado emissor.

Comportamentos notáveis de emissão de turistas exibiram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, México e Argentina.

Estados Unidos foi primeiro em crescimento quanto ao número de turistas. Vale recordar que, após meio século, se retomaram os voos regulares que agora ligam várias cidades norte-americanas a cidades do leste, centro e oeste cubanos, conforme memorando assinado em fevereiro passado pelos ministérios do Transporte de ambos os países.

Os viajantes procedentes dos Estados Unidos são autorizados pelo Departamento do Tesouro, segundo 12 categorias, porquanto Washington mantém suas restrições políticas contra a Ilha e proíbe o direito a viajar a Cuba como turista. Outras subidas notáveis na emissão registraram Alemanha e Polônia, este último como grande novidade apoiada por uma conexão aérea.

Em 2016, também iniciaram voos a Cuba novas linhas aéreas da Austrália, Itália, Turquia e França.

No caso dos cruzeiros, 2016 fechou com a entrada de milhares de passageiros por essa via em navios de diferentes portes; alguns aportaram pela primeira vez, outros repetiram.

Nos primeiros meses da temporada alta (outubro – fevereiro), a chegada de cruzeiros dobrou o número em etapa similar de 2015. Finalizando 2016, anunciou-se que as empresas de cruzeiros Royal Caribbean e Norwegian, radicadas em Miami, farão viagens a Cuba em 2017.

Cuba finalizou o ano com mais de 65 mil quartos disponíveis em hotéis e o complemento de 17 mil casas registradas que acolhem visitantes.

Um vasto programa de investimentos em hotéis e outros estabelecimentos traçou o ministério do Turismo, em primeiro lugar para aumentar as capacidades em Havana, um destino de alta demanda.

O conhecido prédio Manzana de Gómez, no centro da capital, por exemplo, vem sendo transformado em hotel de 200 quartos. O trabalho corre por conta da empresa construtora Almest em parceria com a francesa Bouygues.

Conforme a legislação que regula esse tipo de contratos, foram contratados operários estrangeiros, de alta produtividade e capacitados em trabalhos de acabamento. Junto a eles, estão sendo capacitados dezenas de jovens cubanos.

O programa de construção do ministério do Turismo de Cuba também incluiu, em 2016, investimentos para novos hotéis e melhoramento dos já existentes em outros polos turísticos como Jardines del Rey, a norte da província de Ciego de Ávila e Cayo Santa María, a norte da província de Villa Clara, ambos na região central do país, bem como na província de Holguin, no leste cubano, só para mencionar alguns exemplos.

Em busca de experiência, conhecimento e capacidade comercializadora de renomadas redes hoteleiras internacionais, Cuba continuou privilegiando os contratos de gerenciamento. Há, em total, 76 com 17 entidades estrangeiras que operam 83 estabelecimentos, 98 por cento dos quais são de categoria quatro e cinco estrelas, espalhados pelo país.

No portfólio de negócios de Cuba 2016-2017 o turismo exibe o maior número de oportunidades: 114, dirigidas algumas a propulsar os investimentos na construção de novos hotéis ou remodelação dos já existentes.

Igualmente, a chamada indústria sem chaminés continuou apostando no fomento do setor imobiliário associado a campos de golfe. E de 13 projetos, há dois para os que se constituíram as empresas mistas que assumirão o investimento.

O ministério de Turismo cubano continuou cumprindo as Diretrizes da Política Econômica e Social da Revolução, que estabelece para esse setor a consolidação rápida das ofertas hoteleiras e outros serviços complementares dando prioridade para as modalidades de golfe e imobiliárias.

Variadas são as propostas que Cuba oferece aos visitantes. Para além do turismo convencional de sol e praia, estão as atividades aquáticas, a contemplação da natureza, a cultura, a história, as cidades patrimoniais, os circuítos ou passeios, o turismo de eventos e as viagens de incentivo, bem como o vasto e prestigioso desenvolvimento da medicina a partir do qual também existem propostas para o turismo de saúde. Com os olhos postos no futuro, Cuba aspira a receber, em 2017, mais de quatro milhões de turistas e reafirmar o turismo como o setor mais dinâmico da economia nacional.

A comercialização, promoção e publicidade, mediante o uso das novas tecnologias da comunicação, ajudará a que o mudo aprecie mais a segurança, a paz, o patrimônio, a história e a cultura que definem o arquipélago cuja maior ilha é Cuba. Havana, a capital do país, foi declarada em 2016 Cidade Maravilha, título pelo qual optaram 1.200 cidades de 220 países. Só sete foram escolhidas.

Editado por Martha C. Moya
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