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Presidente da Colômbia dedica Prêmio Nobel da Paz às vítimas do conflito armado

Havana, 7 de outubro (RHC).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, dedicou às vítimas do conflito armado no seu país o Prêmio Nobel da Paz que acaba de lhe ser outorgado.

Santos disse que recebe a distinção em nome de todos os colombianos, especialmente dos que sofreram os efeitos do longo enfrentamento entre o exército a e a guerrilha das FARC, Forças Armadas Revolucionárias, iniciado há mais de cinco décadas. Indicou que se trata de uma homenagem a todos os que contribuíram ao processo de paz, dedicando-o às delegações do governo e dos insurgentes que levaram adiante as complexas negociações.

“Devemos nos reconciliar e unir-nos para culminar este processo, e começar a construir uma paz estável e duradoura”, apontou Juan Manuel Santos. No comunicado que revelou a concessão do Prêmio, o Instituto Nobel de Oslo indicou que a vitória do “NÃO” no plebiscito do domingo passado não foi uma negação à paz, e sim aos termos do acordo acertado com as FARC, portanto, isso significa que o processo ainda não concluiu.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que o reconhecimento ao presidente da Colômbia indica que o processo de paz avançou demais para dar marcha-a-ré, e dá esperança e alento necessários aos cidadãos rumo à reconciliação nacional. “O processo de paz na Colômbia deveria inspirar o mundo”, sublinhou Ki-Moon. Em termos semelhantes se expressou Irina Bokova, diretora geral da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Em Havana, Cuba e Noruega, países garantes das conversações, emitiram comunicado conjunto no qual reiteram seu compromisso com a paz na Colômbia, e frisaram que continuarão contribuindo na nova conjuntura às gestões para concluir o conflito armado, atendendo pedido de ambas as partes.

As delegações do governo e da guerrilha das FARC, após reunião na capital cubana, informaram que respeitam o resultado do plebiscito e acham conveniente continuar escutando todos os segmentos da sociedade colombiana, compreender suas preocupações e encontrar uma solução rápida e eficaz em favor da aceitação de um acordo definitivo de paz nessa nação a partir de eventuais ajustes e precisões no documento.

Também reiteraram a disposição de evitar incidentes armados durante o período que poderiam gerar dificuldades no processo, garantindo um clima de segurança e tranquilidade.

Editado por Martha C. Moya
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