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Frei Betto afirma que com Fidel morre o último grande líder do século XX

Havana, 27 de novembro (RHC).- Com Fidel (Castro) morre o último grande líder do século XX; o único que sobreviveu ao sucesso de sua própria obra: a Revolução cubana, afirmou hoje o teólogo da libertação Frei Betto.
Autor do livro “Fidel e a religião”, dentre mais de 50 volumes publicados, o frei dominico sublinhou que o dirigente que conduziu os destinos de sua nação durante quase meio século deixa um legado incrível.
Cuba é o único país do mundo que recebeu quatro visitas de Papas. E não é predominantemente católico, referiu Frei Betto e recordou que o Sumo Pontífice Francisco escolheu a Cuba como ponto de encontro de seu re-aproximação com a igreja ortodoxa e da re-aproximação com os Estados Unidos.
Acho que Fidel morreu feliz pela coerência de sua vida', sublinhou.
Fidel Castro, acrescentou, foi um homem que, ainda que concordemos ou não com suas ideias e posições, tornou Cuba numa nação soberana, que ocupa um território pequeno, mas, onde qualquer coisa que acontecer chama a atenção de todo o mundo.
Interrogado para a edição brasileira do diário “O País” sobre os vínculos do líder histórico da Revolução cubana com o Brasil, disse que estes foram sempre fortes. Todos os governos brasileiros mantiveram boas relações com Cuba: políticas, diplomáticas, etcétera, assinalou.
Recordou aliás que Fidel manteve um grande respeito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi sempre muito amigo.
Noutra parte de suas declarações, Frei Betto relembrou seu último encontro com o Comandante em Chefe, em 13 de agosto passado por ocasião de seu 90 aniversário, e revelou que durante o mesmo percebeu que este observava com cautela a re-aproximação com os norte-americanos e explicou que o líder cubano não queria que o futuro de seu país fosse o de Panamá ou de Guatemala.
Cuba não tem máfias de drogas, nem famílias vivendo embaixo de uma ponte. É, pelo contrário, uma nação onde as pessoas têm muita educação e saúde, observou o teólogo da libertação e destacou que a epidemia de ébola foi controlada graças à obra fundamental dos médicos cubanos.

Onde houver uma catástrofe, lá estarão os cubanos, sempre solidários, afirmou.

Editado por Martha C. Moya
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