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Governo brasileiro adia votação de reforma da Previdência

Por Maria Josefina Arce

O presidente Michel Temer deparou com notáveis barreiras para aprovar sua criticada reforma da Previdência, um projeto apresentado pelo seu governo como necessário para reduzir o déficit orçamentário, mas que é rejeitado por oito de 10 brasileiros por violar os direitos dos trabalhadores.

Temer ainda não foi capaz de garantir os 308 votos necessários para aprovar a medida não obstante as inúmeras reuniões que sustentou nas últimas semanas com chefes de partidos aliados.

Teve até de lidar com o fato de o principal aliado do governo, o PSDB ter anunciado recentemente sua decisão de abandonar a aliança com o presidente, o que deixou um mar de incertezas em torno de sua posição com relação à reforma.

Nos últimos dias, Temer perdeu também um aliado chave no Congresso: o deputado Antonio Imbassahy, que se demitiu do posto de ministro da Secretaria de Governo onde atuava como intermediário entre Temer e o órgão legislativo.

Diante disso, Temer achou melhor protelar a votação na Câmara de Deputados até a semana de 18 de dezembro. Agora, se, finalmente, for adiada para o ano que vem, os analistas acham que não será aprovada.

A partir de janeiro, os partidos começam a se preparar para as eleições de 2018. Assim, é muito provável que suba o número de deputados que neguem seu apoio a uma reforma que é rejeitada por boa parte da opinião pública.

Segundo enquete feita no começo do mês, a maioria dos congressistas se posicionou contra a reforma, e mais de 100 não quiseram dar sua opinião a respeito.

Apesar de ter sido modificada em alguns aspectos, o certo é que a iniciativa não está conseguindo o consenso necessário e foi criticada até pela Igreja Católica.

O projeto pretende aumentar aumentar a idade dos trabalhadores para terem direito à aposentadoria e cobrar a previdência social. Igualmente reduziria os pagamentos por pensões no Brasil, um dos mais generosos no mundo.

As autoridades tentam aplacar as críticas insistindo em que a reforma acabará com os privilégios, mas a verdade é que não vão mexer nas aposentadorias dos militares reformados, que representam uma soma estratosférica.

Esta não é a primeira medida do governo neoliberal de Temer que levou às ruas os brasileiros. Anteriormente, saíram para protestar contra o congelamento do gasto público durante vinte anos, e a polêmica reforma trabalhista, duas iniciativas que atentam contra os direitos da grande maioria da sociedade.

Desde que assumira o governo do Brasil, mediante golpe parlamentar, Michel Temer colocou em andamento uma política neoliberal que deitou por terra todas as conquistas obtidas durantes os governos do PT.

 

 

 

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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