Dilma Rousseff condena elogios do presidente Bolsonaro a torturador brasileiro

Havana, 9 de agosto (RHC).- A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff condenou os elogios do atual mandatário, Jair Bolsonaro, ao ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos mais conhecidos torturadores da época da ditadura militar.

Na quinta-feira, Bolsonaro declarou à mídia que Ustra foi um herói nacional e impediu que o país caísse no que a esquerda almeja hoje. Nesse dia, o mandatário recebeu para almoçar a viúva do torturador. Durante o processo de impeachment contra Dilma, Bolsonaro dedicou a Ustra seu voto para derrubá-la.

É inaceitável que um chefe de Estado e de governo defenda a tortura e não leve em conta os acordos assinados pelo país, violando os princípios fundamentais de civilidade da comunidade internacional, sublinhou a ex-presidente, ela própria vítima dessa prática cruel quando foi presa durante o regime militar no Brasil.

Por sua vez, o PT – Partido dos Trabalhadores denunciou que o ministro da Justiça, Sergio Moro, autorizou a ação da Força Nacional contra os protestos estudantis previstos para o dia 13 em todo o país. Mencionou o texto veiculado ontem no Diário Oficial da União que estabelece a possibilidade de os agentes agirem de maneira episódica e planejada nos dias sete, 12 e 13 de agosto, atendendo pedido do ministério da Educação.

Os jovens reivindicam o direito ao ensino público e contestam os cortes de verbas no setor, além da reforma previdenciária.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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