Ex-presidente da Bolívia Evo Morales rejeita os que tentam culpá-lo do caos no país

Havana, 11 de novembro (RHC).- O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que pediu demissão ontem em meio a um golpe de Estado, rejeitou as acusações dos chefes da extrema-direita que tentam culpá-lo do caos e da violência provocada por esses segmentos da oposição.

No Twitter, denunciou que os golpistas atacaram sua residência e a de sua irmã, queimaram imóveis, ameaçaram de morte ministros e seus filhos, e humilharam uma prefeita. “Bolívia e o mundo são testemunhas do golpe”, afirmou Evo, e disse que os que encabeçaram essa ação são conspiradores e racistas.

O ex-mandatário boliviano agradeceu a solidariedade do povo, dos patriotas verdadeiros e dos irmãos do mundo todo pelas expressões de reconhecimento que lhe dão alento, fortaleza e energia para continuar em frente.

No México, o presidente Andrés Manuel López Obrador reconheceu a postura responsável de Evo Morales que preferiu renunciar para não expor a população à violência. O governo mexicano ratificou sua política de não intervenção nos assuntos internos de outros países.

Por sua vez, o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, convocou os movimentos sociais e políticos do mundo a exigirem a preservação da vida dos povos originários da Bolívia, vítimas do racismo. Na Argentina, o presidente eleito Alberto Fernández apontou que o golpe foi resultado da ação conjunta de civis violentos, complementado com parte da polícia que se retirou aos quartéis e a passividade do exército.

No Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou que a América Latina tenha uma elite econômica que não sabe conviver com a democracia e a inclusão social dos mais pobres.

Nesse contexto, Pablo Iglesias, líder do agrupamento de esquerda espanhol Podemos, tachou de vergonhosas as teorias da direita boliviana que tenta mostrar o exército como responsável da demissão de Evo Morales, e recordou que nos últimos anos essa nação melhorou seus indicadores sociais e econômicos.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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