Secretário-geral da ONU chama à responsabilidade e solidariedade ante a Covid-19

Havana, 13 de março (RHC).- O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, advertiu que o mundo enfrenta uma ameaça comum – a Covid-19 – e chamou à responsabilidade e solidariedade para enfrentar a pandemia.

“A medida que lutamos contra o vírus não podemos deixar que o medo se torne viral”, expressou Guterres num comunicado. “Juntos ainda podemos modificar o rumo desta pandemia, mas isso significa abandonar a inação”, apontou.

O secretário-geral da ONU assinalou que a melhor ciência mostra que se os países detectarem, testarem, tratarem, isolarem e rastrearem os casos, mobilizando as pessoas na resposta, é possível percorrer um longo caminho para reduzir a transmissão.

Por sua vez, o diretor-geral da OMS – Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, apontou que a velocidade de propagação, a escala de transmissão e a falta de compromisso político necessário para controlar a enfermidade estão entre as causas que levaram a declará-la como pandemia.

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro exortou à colaboração internacional, acima das diferenças ideológicas, para conter a propagação do novo coronavírus. Em coletiva de imprensa, dirigiu-se especialmente a seus homólogos da Colômbia e Brasil para coordenar ações conjuntas no âmbito de saúde. Disse que entre as eventuais medidas estaria o fechamento das fronteiras comuns, embora para isso seria preciso acertar a medida com esses governos, subordinados à política hostil dos EUA.

Hoje, a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, revelou que foram registrados os primeiros dois casos positivos no país e anunciou novas medidas para frear a transmissão, entre elas a suspensão das aulas em todo o país a partir de segunda-feira. Também, o cancelamento de atividades em centros culturais e o uso obrigatório de máscaras no metrô.

Por sua vez, o jornal norte-americano “The New York Times” questionou o presidente Donald Trump por sua incompetência para dirigir o país em meio à crise gerada pela Covid-19. Diz que o mandatário enfrenta o maior desafio a seus desejos de ser reeleito em novembro, e sublinha que o mercado de valores sofre uma desestabilização e os economistas advertem sobre uma eventual recessão.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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