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Cúpula da CELAC conclui nesta quarta-feira em Havana

Havana, 29 de janeiro (RHC).- A Cúpula da CELAC, Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, conclui nesta quarta-feira em Havana, com a entrega de Cuba à Costa Rica da presidência pro tempore do bloco regional.

Na última jornada, a CELAC proclamou esta área geográfica como Zona de Paz. O documento foi lido pelo presidente cubano, Raúl Castro. No texto, os países membros assumem o compromisso de resolver os conflitos pela via pacífica, através do diálogo e o consenso, e a desterrar para sempre o uso da força. Também expressa a disposição de continuar promovendo o desarmamento nuclear, a não intervenção nos assuntos internos de outras nações e o respeito ao direito de escolher seu próprio sistema político.

O documento aponta que os povos da América Latina e o Caribe respaldam o fomento das relações de amizade e colaboração, acima do modelo ou nível de desenvolvimento de cada país.

Na terça-feira, em declarações à TV cubana, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse que a colaboração de Cuba com seu país na área de saúde é um exemplo concreto de integração regional. “Os médicos cubanos que participam do programa Mais Médicos são pessoas especiais, porque estão formados não só cientificamente mas também do ponto de vista humanístico”, apontou Rousseff. Eles são exemplo para todos os médicos, indicou a presidente do Brasil.

Por sua vez, o chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, externou suas esperanças na contribuição da CELAC à região. “Precisamos de algo nosso, algo mais próximo da nossa realidade sem a ingerência de países hegemônicos, e para isso a CELAC deve se consolidar e se fortalecer”, afirmou Correa.

Ao se referir à declaração da região como Zona de Paz, o presidente equatoriano apontou que a paz não é apenas ausência de guerra, mas também a presença de justiça, equidade e dignidade”. “O imperativo moral da Nossa América é vencer a pobreza, e temos os recursos para fazê-lo. A pobreza não é fruto da escassez de recursos, e sim de uma má distribuição deles, é fruto de sistemas perversos”, indicou.

Também em declarações à TV cubana, o presidente do Uruguai, José Mujica, falou que aos poucos a região está construindo uma identidade comum, e isso significa uma mudança na história política da América Latina. “É uma longa viagem. Depois que deixamos de ser colônias, deixamos também de nos olhar entre nós. Há uns anos, lentamente, começamos a recordar o ofício de olhar-nos e de tentar construir”, sublinhou Mujica.

O chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, disse estar convencido de que a integração é um anseio dos povos. “Temos a obrigação de levar adiante o processo de liberação, continuar reduzindo a pobreza e conseguir que os recursos naturais sejam dos povos sob a administração dos Estados”, afirmou Morales.

Da Cúpula da CELAC, em Havana, participaram chefes de Estado e de governo, e representantes dos 33 países membros do bloco regional. A Costa Rica assumiu a presidência pro tempore, entregue por Cuba, com mandato de um ano.

Editado por Juan Leandro
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