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Presidente cubano ressalta dignidade dos médicos que voltaram do Brasil (+ Audio)

Havana, 23 de novembro (RHC).- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ressaltou a dignidade dos médicos que voltaram ao país procedentes do Brasil, e sublinhou que prestaram seu serviço lá com desinteresse, altruísmo e entrega plena, em lugares onde ninguém queria ir.

Falando no recebimento dos colaboradores, Díaz-Canel frisou que a resposta dada pelo governo de Cuba é corajosa e enaltece os princípios da Revolução, porque era impossível que um governo com enorme soberba neoliberal pudesse entender que gente de povo vá a outro país para oferecer um serviço de saúde e ser médicos também da alma, pelo dever.

Foram capazes de curar doentes e também de animar a alma de milhões de brasileiros, lhes deram o carinho que não tinham recebido e uma perspectiva de vida diferente... demonstraram que um mundo melhor é possível, apontou Díaz-Canel ao receber o primeiro grupo no aeroporto internacional de Havana.

“Vocês são mais que médicos, porque retornaram à pátria com uma vivência revolucionária que os engrandeceu”, afirmou o chefe de Estado cubano.

“Há muitas tarefas esperando-os. Cuba nunca abandonará o Brasil nem a outros povos em sua vocação humanista, em seu dever de levar a saúde universal a qualquer lugar do mundo”, garantiu o presidente cubano. No voo chegaram 205 profissionais da saúde, dos mais de 8.300 que estavam integrados no programa “Mais Médicos”.

Na cerimônia de recebimento do primeiro grupo estava o ministro de Saúde Pública, José Angel Portal. Disse que os médicos levaram Cuba consigo até os lugares mais afastados do Brasil e voltam enriquecidos com o carinho e a admiração do povo brasileiro, que reconhece seu humanismo, simplicidade e profissionalismo.

Portal indicou que as declarações ameaçantes e provocadoras de Jair Bolsonaro, ratificadas no dia seguinte de sua eleição, confirmaram que estava disposto a afetar a saúde de mais de 30 milhões de brasileiros.

“Nunca se tinha ofendido tanto, nem em tão curto período de tempo, a escola de saúde cubana e nossos profissionais. O propósito foi montar uma grande operação para romper o programa e desacreditar, por essa via, umas das maiores conquistas da Revolução”, ressaltou o ministro da Saúde Pública.

Disse que a decisão de pôr fim à participação no programa foi necessária para preservar a dignidade e integridade dos médicos diante do provável cenário de hostilidades, processos penais e medidas ofensivas depois da posse de Bolsonaro, em janeiro. E apontou que todos os que voltam se reincorporarão a seus postos em Cuba ou cumprirão novas missões no exterior onde for requerida sua presença.

Entre os que estavam no aeroporto de Havana para receber o primeiro grupo de profissionais da saúde procedentes do Brasil estavam Roberto Morales, vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, e o chanceler Bruno Rodríguez. #RHCMasMedicos

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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