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Volta a Cuba novo grupo de médicos que colaboravam no Brasil

Foto: cubadebate

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Havana, 24 de novembro (RHC).- Um novo grupo de médicos cubanos chegou neste sábado a Havana procedente do Brasil onde colaboravam no atendimento primário à população. Eles foram recebidos no aeroporto internacional “José Martí” pelo ministro da Saúde Pública, José Ángel Portal.

Os mais de 150 especialistas vieram procedentes de Manaus, capital do estado do Amazonas, a bordo de uma aeronave da companhia Cubana de Aviação. Ontem, o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, deu as boas-vindas a outro grupo.

A doutora Leslie Leyva, uma das que voltou do Brasil nesta semana, disse que graças à formação que receberam nas universidades cubanas puderam atender os que mais precisavam desse serviço, e sublinhou que além dos conhecimentos em medicina aprenderam na faculdade os princípios de humildade e humanismo. “Nosso desempenho é reconhecido pelas pessoas e autoridades dos municípios onde estivemos, muitos deles nos lugares mais pobres e afastados da geografia brasileira”, indicou a médica cubana.

Por sua vez, a doutora Yilian Martí destacou que antes de partir recebeu mostras de agradecimento da população e das autoridades locais. Ratificou sua disposição de trabalhar onde for preciso e agradeceu à Revolução por sua formação como profissional da saúde.

Em termos semelhantes falou a doutora Yuliet Álvarez, que trabalhou no estado do Maranhão. Disse que a população local acolheu imediatamente os médicos cubanos porque chegaram carregados de amor, e recordou os abraços de agradecimento que recebia ao concluir cada consulta.

A doutora Dianny Espinosa, que prestou serviço no Amazonas, disse que teve de viajar horas em lanchas ou embarcações para atender as comunidades espalhadas no município de Codajás. “Ali onde vivem os mais humildes, onde as más notícias chegam rápido mas onde os ricos demoram em olhar”, apontou. Garantiu que todos os médicos cubanos que trabalharam no Brasil fizeram o maior esforço para salvar vidas e curar as enfermidades no sistema de atenção primária.

Entre os que já retornaram a Cuba estava a doutora Yanilka Torres, que trabalhou na Bahia. Apontou que teve de fazer longas viagens de canoa para chegar à comunidade indígena que atendia, e conseguiu vencer o temor às águas do rio porque sabia que estava ajudando pessoas totalmente desprotegidas e vulneráveis. “O trabalho com a população indígena é muito difícil. Mais que médicos, acredito que fomos amigos, psicólogos, porque ali a maioria das doenças são endêmicas e as condições na selva são impactantes”, ressaltou.

No dia 14 passado o ministério de Saúde Pública anunciou a decisão de cessar a participação no programa “Mais Médicos” por causa da postura hostil do presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, que colocou em dúvida a capacidade dos profissionais, exigindo um exame de revalidação, entre outros condicionamentos e ameaças.

As estatísticas indicam que nos cinco anos de trabalho nesse país, cerca de 20 mil médicos cubanos atenderam 113 milhões de pessoas nos mais de 3.600 municípios em que prestaram serviço.#RHCMasMedicos

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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