Governo cubano avalia pandemia e questões econômicas e sociais

Havana, 17 de abril (RHC).- O presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero encabeçaram a reunião para avaliar o enfrentamento à Covid-19 em Cuba e questões econômicas e sociais.

Através de videoconferência, o assunto foi debatido com os governadores e o intendente do município especial Ilha da Juventude. Estava presente o titular da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo, além de ministros e outras autoridades.

Um dos temas foi o das ilegalidades de caráter urbanístico. Samuel Rodiles Planas, presidente do Instituto de Planejamento Físico, referiu-se à construção ilegal de moradias e às medidas tomadas de acordo com a situação em cada localidade. Indicou que os problemas maiores desse tipo estão em Havana, a capital, Artemisa, Mayabeque e Pinar del Rio. Por sua vez, a vice-premiê Inés María Chapman falou sobre a movimentação de pessoas a lugares onde são erguidas moradias improvisadas, e disse que essa ação é ilegal e complica as gestões para enfrentar a situação epidemiológica atual do país.

Nesse ponto, o primeiro-ministro Marrero chamou a identificar as causas desse fluxo e aprofundar na busca de soluções aos problemas gerados, além de evitar sua continuidade.

A ministra do Comércio Interior, Betsy Díaz, abordou a situação do setor varejista e da distribuição dos produtos básicos em todo o território nacional. Sobre o tema, o vice-premiê Jorge Luis Tapia abordou o esquema montado para garantir a alimentação da população em meio à pandemia. Disse que é preciso aproveitar ao máximo as capacidades e o potencial nos centros de elaboração e conferir os estoques disponíveis.

Quanto ao enfrentamento ao coronavírus, o primeiro-ministro Marrero deu ênfase ao isolamento social, encaminhado a diminuir a presença de pessoas na rua e reduzir assim a transmissão da doença. Indicou que as ofertas gastronômicas devem ser mantidas, aproximando-as à comunidade para facilitar o acesso sem ter de se trasladar a outros bairros. Falou também que deve prosseguir o programa habitacional, cujo objetivo é aliviar o déficit acumulado nessa esfera.

Na reunião, o ministro cubano da Saúde Pública, José Angel Portal, abordou a incidência da Covid-19 em cada território do país. Nessa questão, o vice-premiê Roberto Morales reiterou que é preciso aumentar a percepção de risco sobre a enfermidade e compreender a importância do isolamento social para reduzir o número de casos positivos. Advertiu que muitos doentes não apresentam sintomas, mesmo assim são transmissores do coronavírus.

O presidente Díaz-Canel chamou a combater as ilegalidades na situação atual, e aproveitar as experiências para o futuro. Disse que deve continuar a análise do setor do comércio e gastronomia para adaptar sua estrutura e funcionamento ao panorama que vive o país. Advertiu que a etapa mais complexa da pandemia em Cuba deve ser alcançada daqui a duas semanas, segundo o prognóstico dos especialistas e cientistas, por tanto, sublinhou que é necessário trabalhar com mais rigor, precisão, exigência, disciplina e sacrifício para diminuir seus efeitos.

O mandatário cubano informou que estão sendo criadas mais capacidades na terapia intensiva, além do treinamento do pessoal de saúde que enfrentará o pico da enfermidade. Voltou a dizer que devem ser evitadas as aglomerações, melhorar a organização das filas e aproximar à comunidade a oferta de produtos básicos. Também exortou a ampliar a informação à população sobre o novo coronavírus.

Nesta sexta-feira, o diretor nacional de Epidemiologia do ministério da Saúde, Francisco Durán, informou que ontem foram diagnosticados em Cuba 61 casos positivos da Covid-19. Desde o início da pandemia foram detectados 923 no país. Deles, há 10 internados em estado crítico em unidades de terapia intensiva, e sete graves. Até agora, registram-se 31 óbitos pela doença. Dos 923 casos, 192 já foram dados de alta hospitalar.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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