Examinam em Cuba comportamento da pandemia no país

Havana, 28 de abril (RHC).- O presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro ministro Manuel Marrero encabeçaram a reunião diária para examinar o comportamento da pandemia em Cuba.

No encontro, o ministro da Saúde Publica, Manuel Marrero, informou sobre a incidência da Covid-19 e as medidas adotadas até o momento para cortar a transmissão, entre elas a vigilância epidemiológica nos casos suspeitos, mesmo sem mostrarem sintomas.

Reiterou a importância da pesquisa casa por casa em todo o território nacional, cuja essência é não esperar que as pessoas contagiadas se apresentem nas instalações de saúde, garantindo assim tratamento precoce para evitar complicações.

Indicou que das zonas colocadas em quarentena em vários pontos do país, quatro delas voltarão à vida normal até o final do mês após passarem o período determinado sem novos casos positivos.

Nesta terça-feira, o diretor nacional de Epidemiologia do ministério da Saúde Publica, doutor Francisco Durán, informou que ontem foram diagnosticadas 48 pessoas com a doença. No total, são 1.437 desde que o coronavirus chegou ao país.

Ha sete pacientes em estado crítico e cinco graves. Nas últimas 24 horas registraram-se dois óbitos, para um total de 58. Na segunda-feira, 50 pacientes receberam alta hospitalar. Já são 575 os que voltaram a suas casas, onde continuarão sob vigilância epidemiológica durante mais duas semanas. Isso significa que 40% dos pacientes já se recuperaram da Covid-19 em Cuba.

Por sua vez, Raul Guinovart, decano da Faculdade de Matemática da Universidade de Havana, indicou que os modelos de prognóstico apontam para a semana que vem como data provável de ocorrência do pico da enfermidade em Cuba.

Porém, disse que dependerá da evolução e dos resultados das medidas tomadas para achatar a curva de incidência, entre elas o isolamento social, única maneira de evitar o contagio de pessoa a pessoa. “A epidemia é vulnerável às ações tomadas, mas depende do comportamento social e das medidas do governo. Está demonstrado que podemos modificar o comportamento da epidemia”, afirmou.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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