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Assembleia Geral da ONU aprova resolução contra o bloqueio dos EUA a Cuba

Havana, 29 de outubro (RHC).- Nesta terça-feira, a Assembleia Geral da ONU condenou pela 22ª ocasião o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba, vigente há mais de 50 anos. A resolução sobre o assunto foi aprovada por 188 países, com apenas dois votos contra: EUA e Israel, e três abstenções: Micronésia, Palau e Ilhas Marshall.
 
O texto reitera o chamamento a não aplicar leis ou medidas contrárias à Carta da ONU e ao Direito Internacional, e ratifica a importância de reconhecer a igualdade soberana dos Estados, a não intervenção e a não ingerência nos assuntos internos, além da liberdade de comércio e navegação. Esses princípios são desrespeitados pelos EUA em sua política hostil a Cuba.
 
Ao falar na apresentação do documento, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, denunciou os efeitos dessa medida sobre o povo.
 
“Os danos humanos provocados pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba são incalculáveis. Gera sofrimentos e constitui uma violação massiva, flagrante e sistemática dos direitos humanos”, apontou Rodríguez. E recordou que 76% dos cubanos têm vivido sob os efeitos do bloqueio desde que nasceram. É um ato de genocídio e de guerra econômica, segundo as convenções internacionais, indicou o chanceler cubano.
 
“Os dados econômicos acumulados em meio século por causa do bloqueio chegam a um trilhão e 157 bilhões de dólares”, afirmou Rodríguez. E destacou que Cuba alcançou resultados inegáveis na erradicação da pobreza e a fome, nos indicadores de saúde e educação, que são referência mundial, na promoção da igualdade de gênero, na liberdade e o bem-estar equitativo, no consenso social, na participação democrática dos cidadãos nas decisões do governo, na reversão da deterioração ambiental e no desenvolvimento da colaboração internacional com cerca de 100 países do Terceiro Mundo.
 
“As sanções permanecem intactas e são aplicadas com todo rigor. Não é um assunto bilateral. O bloqueio é agressivamente extraterritorial e uma violação do direito internacional que lacera a soberania de todos os Estados”, sublinhou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, ao apresentar na Assembleia Geral da ONU a resolução contra o bloqueio norte-americano a Cuba. O texto foi aprovado nesta terça-feira por 188 votos a favor e só dois contra: EUA e Israel.
Editado por Juan Leandro
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