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Guerra à vista?

por Guillermo Alvarado
La humanidad se autodestruye

Os alarmes que soam em todos os cantos do planeta me lembram, mais uma vez, que os tambores da guerra são o som mais persistente em toda a história da humanidade, a única espécie no planeta empenhada em se aniquilar pelos métodos mais cruéis. Estamos já no terceiro milênio da era moderna; substituímos a pedra pela espada, incorporamos o arco, a catapulta e a balestra, a cavalaria se motorizou, transformamos a galera a remo em navio de guerra e conquistamos o ar com bombardeiros cada vez mais precisos.

Liberamos a força do átomo e o transformamos na espada de Dâmocles que paira sobre a cabeça de toda a humanidade, mas ainda não conseguimos criar um novo tipo de ser humano.

Levamos adiante transformações tecnológicas impressionantes, mas não para viver melhor, não para sentar à mesa e desfrutar de nossas colheitas, mas para matar com eficiência e frieza cada vez maiores em nome do nosso egoísmo.

Cuidado, não estamos apenas nos aniquilando uns aos outros, mas também estamos destruindo nossa casa comum.

Ao refletir sobre isso, lembro-me também da sentença, já citada em outras ocasiões, do renomado geneticista francês Albert Jacquard, quem afirmou: “Se a espécie humana desaparecesse, representaria uma tragédia biológica. No entanto, no dia seguinte, as árvores, os animais da floresta e as espécies marinhas dos oceanos seriam muito mais felizes.”

O Acordo de Paris está fadado ao fracasso, porque a sede de petróleo é mais forte do que a sede de vida; um claro exemplo disso ocorreu na recente COP30, realizada em Belém do Pará, onde muitas delegações não puderam comparecer devido aos altos preços.

O preço de uma noite em um hotel de categoria média para a cúpula girava em torno de US$ 600, o que equivale a um mês de despesas com alimentação para uma família média no México, por exemplo.

Como sabemos, a reunião terminou sem acordos conclusivos, para grande alívio da indústria de combustíveis fósseis — mais um avanço civilizatório na conta da humanidade.

P.S.: Este não era o comentário de hoje. O tema era o anúncio da França de restabelecer o serviço militar obrigatório diante da iminência de uma guerra, mas às vezes o que está na nossa mente se apodera de nossas mãos e as conduz impiedosamente sobre o teclado. Um abraço a todos vocês, amigos, por enquanto nos podemos abraçar.

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