O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, exortou no sábado a comunidade internacional a condenar o bombardeio dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em um grande comício na Tribuna Anti-Imperialista, que congregou milhares de pessoas, em Havana, o chefe de Estado cubano ressaltou a necessidade urgente de mobilização, articulação e colaboração globais contra o que descreveu como um ataque brutal e traiçoeiro a um país soberano, bem como um vulgar sequestro de seu presidente.
Afirmou que a suposta luta contra o narcotráfico é uma falácia com a qual Washington tenta ocultar o verdadeiro propósito de suas ações: apropriar-se dos recursos naturais da Venezuela.
O objetivo é também extinguir esse bastião de resistência contra o imperialismo e de independência nacional que é a Revolução Bolivariana.
Em seu discurso, Díaz-Canel expressou sua convicção de que o povo venezuelano irá às ruas para exigir seus direitos e o retorno de seu presidente, como já fez anteriormente com o líder revolucionário Hugo Chávez.
Afirmou que “os Estados Unidos não têm autoridade moral, legal ou de qualquer outra natureza para remover à força o presidente venezuelano de seu país, mas são responsáveis perante o mundo pela integridade física de Maduro”.
Lembrou que agências federais, analistas e pesquisadores dos EUA emitiram pareceres e forneceram informações que refutam a narrativa falsa do narcoterrorismo e desmentem essas acusações contra a Venezuela e seu presidente.
É ultrajante que Trump e seus comparsas ignorem a verdade;
são eles que deveriam ser condenados por um tribunal antifascista internacional, declarou o presidente cubano. Enfatizou que o ataque contra Venezuela é um ataque contra América Latina, declarada Zona de Paz em 2014, e uma violação do direito internacional.
“Não aceitamos a Doutrina Monroe, a terra de Bolívar é sagrada, e um ataque contra seu povo é um ataque contra os filhos dignos desta região”, afirmou.
Estes são tempos de definições, de tomar posição contra o fascismo e a barbárie imperial”, declarou Díaz-Canel, convocando os latino-americanos a se unirem contra as práticas neocolonialistas e fascistas dos Estados Unidos.
Estiveram presentes Manuel Marrero Cruz, primeiro-ministro; Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores; Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular; Salvador Valdés Mesa, vice-presidente da República; e Roberto Morales Ojeda, secretário de organização do Comitê Central do PCC.
Da mesma forma, compareceram representantes do governo, do ministério das Relações Exteriores, membros do corpo diplomático venezuelano, diversas organizações políticas e de massas, outras entidades, e o público em geral.
