O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, repudiou a detenção de Liam Conejo Ramos, um menino de cinco anos, pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
Em sua conta oficial no X, Rodríguez descreveu o ato como inaceitável que mostra a impunidade com que os direitos humanos são violados nos Estados Unidos.
Durante uma coletiva de imprensa, Greg Bovino, recém-nomeado comandante da Patrulha da Fronteira, foi questionado se tinha algum escrúpulo moral em deter uma criança de cinco anos que voltava da escola. Bovino respondeu: “não tenho problema nenhum em tornar os Estados Unidos um lugar mais seguro quando prendemos imigrantes ilegais”.
Em clara alusão a essas declarações, o ministro das Relações Exteriores cubano escreveu:
“Não há desculpas para prender uma criança, incutir medo nela, ameaçá-la e tentar separá-la à força de seus pais”.
O incidente ocorreu em Columbia Heights, Minnesota, a menos de 10 quilômetros de Minneapolis, quando agentes do ICE detiveram o menino e seu pai, de origem equatoriana, e os levaram para um centro de detenção em Dilley, Texas, a mais de 1.000 quilômetros de sua casa.
Este caso gerou indignação dentro e fora dos Estados Unidos, especialmente devido à vulnerabilidade da criança e ao contexto de uma intensificação da campanha de imigração sob o governo Trump.
Rodríguez enfatizou que esses eventos ocorrem “com total impunidade nos EUA, o único país que não ratificou a Convenção sobre os Direitos da Criança”, e acrescentou:
“Ninguém está zelando pelo respeito aos direitos humanos em uma nação cujo governo usa essa matéria como pretexto mentiroso favorito para enganar a opinião pública e atacar, sancionar e subjugar outros países soberanos.”
