O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou em Havana que os Estados Unidos estão organizando e financiando ações terroristas contra Cuba e anunciou que os detalhes desses planos serão revelados em breve.
Em uma coletiva de imprensa, o chefe de Estado disse à Prensa Latina que esses planos violentos contra Cuba serão detalhados nos próximos dias e que são uma expressão de como, por mais de seis décadas, o terrorismo tem sido apoiado, financiado e organizado por sucessivos governos dos EUA.
Ele classificou de manipulação política, mentira e calúnia desonesta a acusação feita pelo governo de Donald Trump na semana passada, quando emitiu uma ordem executiva que invoca estado de emergência nacional e alega que Cuba abriga terroristas e promove o terrorismo internacional.
“Cuba não é um país terrorista, não é uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos; Cuba não organizou ações terroristas contra essa nação”, enfatizou o presidente.Nesse sentido, descreveu como espúria a lista de Washington, que inclui Cuba como um Estado que supostamente patrocina o terrorismo internacional, e acusou a Casa Branca de manipulação política, usando a questão do terrorismo para pressionar Cuba.
Sem qualquer prova, o governo Trump incluiu Cuba nessa lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo, o que contradiz a posição do governo de Joe Biden, que reconheceu publicamente que não havia evidências nem justificativa para tal, destacou Díaz-Canel.
Enfatizou que “não protegemos terroristas, nem existem organizações desse tipo em Cuba” e acrescentou que não há forças militares estrangeiras em Cuba, nem bases militares estrangeiras. “Temos cooperação militar e acordos com países amigos e aliados, mas isso não significa que haja bases em nosso território”, ressaltou.
Pelo contrário, enfatizou, são os Estados Unidos que possuem bases militares em todo o mundo e se distinguem por praticar terrorismo de Estado em inúmeros lugares, como na Palestina ocupada, na Venezuela, onde Maduro foi sequestrado, e pelos barcos que bombardearam e afundaram no Caribe sem qualquer prova.
“De que lado está a verdade?”, perguntou o presidente. E insistiu em que os Estados Unidos são o principal promotor do terrorismo em todo o mundo.
Ele lembrou a perversidade dos sucessivos governos americanos que financiaram e orquestraram o terrorismo de Estado contra o povo cubano e as mais de três mil mortes causadas por atos violentos provenientes daquele país.
Díaz-Canel evocou eventos históricos como os ataques terroristas em Boca de Samá, Holguín;
o assassinato do jovem alfabetizador Manuel Ascunce Domenech; a explosão em pleno ar de um avião da Cubana de Aviación em Barbados, que matou 73 pessoas; e as mais de 600 tentativas de assassinato contra o Comandante-em-Chefe Fidel Castro, mais a morte de 32 cubanos em 3 de janeiro passado em Caracas, defendendo não apenas o presidente Nicolás Maduro, mas também a dignidade de seu povo.
Díaz-Canel afirmou que uma análise dos conflitos internacionais atuais revela, direta ou indiretamente, o incitamento, o apoio ou a participação direta das tropas americanas.
O mundo seria diferente se os Estados Unidos não tivessem uma visão tão belicista da vida, e não haveria tanta angústia nos países onde os militares americanos intervieram, concluiu. (
Fonte: Prensa Latina
