A partir deste sábado, Cuba implementará diversas medidas em seu sistema de transporte para lidar com a crise energética causada pela decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas às empresas que exportem petróleo para a ilha.
O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez, informou que a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, afeta todos os setores, e algumas das modificações acordadas já foram implementadas, enquanto outras serão estabelecidas gradualmente.
Durante o programa da televisão cubana Mesa Redonda, Rodríguez assegurou que as operações portuárias e aéreas serão priorizadas para garantir a chegada de alimentos, combustível e suprimentos médicos, além das exportações.
Especificou que os voos domésticos e internacionais serão mantidos “de acordo com a disponibilidade das companhias aéreas”.
E acrescentou que o transporte dos cooperantes está organizada da maneira que se possa otimizar o uso do combustível disponível e compartilhou detalhes do programa coordenado com os ministérios da Educação e do Ensino Superior para garantir o transporte de estudantes e professores.
Rodríguez enfatizou que os ajustes envolvem a redução das fretes e, portanto, a suspensão de eventos nacionais.
Em relação ao transporte marítimo entre Batabanó (sudoeste) e Nueva Gerona (Ilha da Juventude), explicou que as embarcações disponíveis navegarão apenas às terças e sábados, e haverá associado um serviço de ônibus para Pinar del Río e serviço ferroviário para as demais províncias.
Observou que os trens de passageiros circularão a cada oito dias, em vez de a cada quatro, como era a frequência recente.
“Nos dias sem viagens, será organizado transporte para professores e alunos que retornam para suas casas, um serviço com início previsto para amanhã”, disse ele.
Comentou que as listas de espera serão suspensas e está previsto diminuir o número de destinos atendidos pela empresa Ônibus Nacionais, manter as partidas diárias de Havana para as capitais provinciais, e em dias alternados, o serviço até Baracoa (Guantánamo, leste de Cuba).
“O serviço Medibus, que oferece transporte por ônibus nacionais, interprovinciais e locais para tratamentos médicos, continuará”, afirmou.
Em relação ao transporte público na capital, informou que ainda não está definido como serão organizados os itinerários e anunciou o lançamento iminente de um sistema para transportar os profissionais da saúde.
O ministro deu ênfase a que já estão previstas as medidas para evitar aumentos nas tarifas dos serviços privados e para facilitar o transporte de passageiros nos principais pontos de partida.
Acompanhado pelo vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva e outros membros do gabinete, o ministro dos Transportes participou do programa Mesa Redonda, dedicado a informar o público sobre as medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise energética.
Fonte: Prensa Latina
