Cuba denunciou, na primeira reunião de Sherpas do BRICS, que continua hoje, a medida ilegal dos Estados Unidos para impedir o fornecimento de petróleo à população do país caribenho.
Na reunião, em Nova Delhi, o embaixador cubano, Juan Carlos Marsán, descreveu essa nova medida do governo americano como criminosa, com o objetivo de matar os cubanos de fome.
Perante os representantes dos países participantes do bloco intergovernamental, o diplomata pediu à comunidade internacional que condenasse a medida unilateral de Washington, que ameaça impor tarifas aos países que forneçam petróleo a Cuba.
Na reunião, o secretário de Relações Econômicas da Índia e sherpa do BRICS da Índia, Sudhakar Dalela, destacou as principais prioridades da presidência do país sul-asiático, baseadas em uma abordagem centrada nas pessoas e dando prioridade ao ser humano.
Em janeiro passado, a Índia apresentou o site e o logotipo para sua presidência do BRICS deste ano, marcados por um caráter humanista sob o tema “Construindo Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”.
Na ocasião, o Ministro das Relações Exteriores, Subrahmanyan Jaishankar, afirmou que seu país está focado na cooperação para enfrentar desafios compartilhados de maneira equilibrada e inclusiva.
O Ministro das Relações Exteriores observou que a Índia será guiada pelos objetivos de construir resiliência para fortalecer as capacidades em áreas como agricultura, saúde, redução do risco de desastres, energia e cadeias de suprimentos, permitindo que os membros resistam a crises globais.
O BRICS reúne 11 grandes mercados emergentes e países em desenvolvimento: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos. Proporciona uma plataforma útil para consulta e cooperação sobre questões contemporâneas de importância global e regional, bem como sobre assuntos de governança política e econômica em todo o mundo.
Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã aderiram ao BRICS como países parceiros em 2025.
Fonte: Prensa Latina
