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Cientistas cubanos continuam a dar boas notícias

por Irene Fait
Los científicos cubanos siguen dando buenas noticias

Na terça-feira, durante o tradicional encontro de especialistas e cientistas em saúde — realizado no Palácio da Revolução — o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que, apesar dos tempos difíceis, há boas notícias.

O chefe de Estado fez essa declaração após ouvir um grupo de cientistas renomados que falaram sobre o progresso dos ensaios clínicos de novas vacinas candidatas, as quais, por sua própria natureza, terão um impacto significativo na qualidade de vida dos cubanos.

O encontro, que também foi presidido pelo primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, começou com as palavras da Dra. Dagmar García Rivera, vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Finlay de Vacinas (IFV). Ela agradeceu “a oportunidade de vir e atualizar o programa de desenvolvimento de vacinas pneumocócicas conjugadas que temos desenvolvido há vários anos no Instituto Finlay de Vacinas”.

A primeira coisa que a cientista quis explicar foi sobre a bactéria Streptococcus pneumoniae, que “é a principal causa de doenças infecciosas bacterianas na primeira infância — em crianças menores de cinco anos”. Afirmou que, apesar das altas taxas de cobertura vacinal, milhões de pessoas ainda morrem no mundo de pneumonia causada por essa bactéria.

Dagmar García Rivera explicou o “Programa de Vacinação Pneumocócica que estamos desenvolvendo no Instituto Finlay”. Falou sobre “uma vacina inicial com 7 sorotipos”, que levou mais de uma década para ser desenvolvida e foi registrada e introduzida no Sistema Nacional de Saúde em 2024 para crianças de dois anos de idade.

A cientista também mencionou uma “vacina com 11 sorotipos” — que adiciona quatro sorotipos aos sete anteriores — e que “está atualmente em ensaios clínicos”. E se referiu a “uma candidata com 16 sorotipos, que inclui mais cinco sorotipos devido à sua relevância epidemiológica, e que está atualmente na fase pré-clínica, sendo avaliada em animais de laboratório”.

Dagmar comentou que “existem mais de 100 sorotipos diferentes de pneumococos; destes, entre 23 e 25 são os mais relevantes para causar doenças em humanos”. Portanto, afirmou, qualquer abordagem vacinal para prevenir os danos causados ​​pela bactéria exige foco em vacinas multivalentes. A especialista declarou que esses são “projetos com alto grau de complexidade científica e tecnológica”.

O presidente da Vacinas Finlay S.A., Vicente Vérez Bencomo, comentou, aludindo claramente aos desafios futuros: “Não podemos nos contentar nem mesmo com esta vacina de 16 sorotipos, que parece um gigante tecnológico. Para ir além de 16, precisamos dar saltos tecnológicos”. O executivo retomou um conceito da era Fidel Castro, que sempre norteou a ciência cubana: “Temos que competir com os melhores”.

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