Greve geral na Índia, na quinta-feira, contra os novos códigos trabalhistas e o acordo comercial do governo com os Estados Unidos, que os organizadores consideram antioperário, antiagrícola e pró-empresarial.
Sob o nome de Bharat Bandh, manifestações foram relatadas em Telangana, Tamil Nadu, Bengala Ocidental, bem como em Assam e Odisha, os dois últimos estados dirigidos pelo partido governista Bharatiya Janata Party (BJP).
Da mesma forma, informações detalham que empresas de diversos setores e lojas estão fechadas em todo o país.
Segundo a imprensa,espera-se a participação de 10 sindicatos, representando pelo menos 300 milhões de trabalhadores, de acordo com declarações recentes de Amarjeet Kaur, secretária-geral do Congresso Sindical de Toda a Índia.
Informações revelam que representantes de trabalhadores e agricultores de todo o país exigem a suspensão do Projeto de Lei de Sementes, a Emenda à Lei de Eletricidade e a Lei Shanti, bem como a restauração do MGNREGA, entre outras legislações.
Além disso, organizações como a Samyukt Kisan Morcha (SKM) afirmaram, em dias anteriores, que a proposta de acordo comercial provisório entre a Índia e os Estados Unidos equivale a uma “rendição total” da agricultura indiana às corporações multinacionais americanas.
Segundo a coalizão de sindicatos que organiza o protesto, participarão trabalhadores de setores como fibra de coco e tecelagem manual, pesca e comercialização de peixe, estabelecimentos comerciais, mercados e lojas.
Da mesma forma, de portos, empresas do setor público, indústrias privadas, unidades de carga e descarga, construção civil, empregos subsidiados, serviços de loteria, programa de garantia de emprego, telecomunicações, eletricidade, transporte, comércio eletrônico e setor de tecnologia da informação (TI).
Fonte: Prensa Latina
