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Dia Mundial da Rádio

por Irene Fait

Por Pedro Manuel Otero / Rádio Havana Cuba.

O Dia Mundial da Rádio, celebrado todos os anos em 13 de fevereiro, convida a refletir sobre a surpreendente relevância desse meio de comunicação no século 21. Proclamado pela UNESCO em 2011 e adotado pela Assembleia Geral da ONU em 2012, este dia comemora o lançamento da Rádio das Nações Unidas em 1946 e busca destacar o papel da rádio na disseminação de informações precisas, na promoção da paz, da diversidade cultural e da liberdade de expressão.

Longe de ser uma relíquia do passado, a rádio continua sendo um meio de comunicação de massa, acessível e com enorme impacto social, especialmente em contextos onde outros canais de comunicação não estão tão prontamente disponíveis.

Atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo continuam a depender da rádio como sua principal fonte de notícias, companhia e entretenimento, mesmo com o crescimento do consumo de conteúdo digital.

De fato, para mais de 2,5 bilhões de pessoas que ainda não têm acesso à internet, a rádio continua sendo a principal fonte de informação e educação, tornando-se um recurso fundamental para a redução da desigualdade e da exclusão.

Seu baixo custo, a possibilidade de ouvir em diferentes dispositivos e o fato de não exigir alfabetização digital tornam a rádio especialmente valiosa para comunidades rurais, setores empobrecidos e grupos vulneráveis.

Em situações de emergência, desastres naturais ou crises humanitárias, a rádio provou ser uma ferramenta essencial para disseminar alertas, coordenar ajuda e fornecer orientações de serviço público em tempo real.

A relevância duradoura da rádio também se explica por sua credibilidade: diversas análises e organizações destacam que, diante da desinformação disseminada nas redes sociais, a rádio é vista como um dos meios de comunicação mais confiáveis, graças ao trabalho profissional de jornalistas e equipes de produção.

Essa confiança é reforçada pela natureza acessível da linguagem radiofônica, que permite uma comunicação direta, flexível e emotiva, capaz de fomentar um senso de familiaridade entre locutores e público. Historicamente, a rádio tem sido “a voz dos sem voz”, um espaço para a participação cidadã e a resistência contra o autoritarismo, contribuindo para o pluralismo, o debate público e o desenvolvimento democrático.

Em regiões como a América Latina, sua influência na formação de identidades culturais é enorme: radionovelas, programas de notícias, programas musicais e transmissões comunitárias moldaram gerações inteiras e permanecem relevantes, agora combinados com novos formatos.

A era digital não acabou com a rádio; a transformou. Hoje, as estações tradicionais coexistem com serviços de streaming, aplicativos móveis, rádio online e formatos híbridos que incluem vídeo, interação com mídias sociais e participação em tempo real.

A ascensão dos podcasts e do áudio sob demanda expandiu o universo da rádio: muitos programas de rádio estão se tornando podcasts e inúmeros criadores produzem conteúdo de áudio que, embora não seja transmitido pelas ondas de rádio, faz parte do mesmo ecossistema de áudio.

O receptor também mudou de forma: do antigo rádio transistorizado ao aparelho de som doméstico, ao rádio do carro e, hoje, aos smartphones e alto-falantes inteligentes, que nos permitem ouvir transmissões em qualquer lugar, a qualquer hora.

Longe de desaparecer, a rádio se espalhou por múltiplas telas e dispositivos, adaptando-se às rotinas de um público que se move, trabalha, estuda e se diverte enquanto ouve.

Neste contexto, o Dia Mundial da Rádio não é apenas um evento simbólico, mas uma oportunidade para avaliar criticamente a importância desse meio de comunicação na sociedade contemporânea.

A rádio continua a oferecer informação imediata, companhia diária e espaços de expressão a grupos muito diversos, reinventando-se com as ferramentas tecnológicas disponíveis.

A sua relevância é evidente tanto na sua capacidade de alcançar onde outros meios de comunicação não conseguem, como na sua habilidade de envolver as novas gerações através de formatos inovadores, sem abandonar a sua essência como um meio acessível, pessoal e confiável.

Comemorar o Dia Mundial da Rádio é, em última análise, reconhecer que, apesar das mudanças vertiginosas no ecossistema dos meios de comunicação, a palavra falada ainda tem um poder único para informar, educar, entusiasmar e construir comunidade.

Fonte: Pedro Otero / FACEBOOK / Rádio Havana Cuba em espanhol

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