Na abertura da Conferência Internacional Visão 2031: Desenvolvimento e Democracia, na Índia, Aymee Díaz, coordenadora para o Sul Global do Partido Comunista de Cuba (PCC), descreveu como um completo absurdo a decisão do governo Trump de intensificar o bloqueio econômico, comercial e financeiro que Washington impõe à Ilha há mais de seis décadas em busca de uma mudança de regime.
A coordenadora afirmou ser impossível quantificar o dano emocional, a angústia, o sofrimento e a privação que o bloqueio americano inflige às famílias cubanas.
“Mais de 80% dos cubanos na Ilha nasceram depois do início do bloqueio”, enfatizou Díaz, que está em visita de trabalho ao país do sul da Ásia.
Ela destacou que o presidente Donald Trump não se contentou em impor mais de 240 medidas durante seu primeiro mandato e, logo no primeiro dia do segundo, adicionou Cuba novamente à lista unilateral e infundada de supostos patrocinadores estatais do terrorismo. A representante do PCC acrescentou que, em 29 de janeiro,
Trump, em sua cruzada contra Cuba, assinou uma ordem executiva declarando a nação caribenha uma ameaça incomum e extraordinária aos Estados Unidos e, portanto, decretou estado de emergência nacional.
Díaz descreveu essa medida como um completo absurdo, que já está tendo um efeito negativo e extraterritorial com a ameaça de imposição de tarifas a países que vendam combustível para Cuba.
Nesse contexto complexo – disse – a nação caribenha espera continuar contando com todos os aliados dos movimentos de esquerda e progressistas que entendem que a justiça deve prevalecer sobre a arrogância imperialista e os métodos fascistas.
A funcionária afirmou que o Partido Comunista de Cuba, o governo e o povo da nação caribenha não se renderão à adversidade, resistiram por 67 anos e continuarão a fazê-lo com a mesma força.
Fonte: Prensa Latina
