Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, denunciou em Havana a guerra econômica, comercial e financeira que o país caribenho enfrenta, resultado de mais de seis décadas de medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos.
Fernández de Cossío declarou que meios de imprensa americanos, como The Wall Street Journal e The Economist, descrevem a situação em Cuba sem imparcialidade, demonstrando entusiasmo pelas dificuldades do país e omitindo avaliações críticas sobre o agressor.
O vice-ministro afirmou que a situação atual é consequência de uma política prolongada de hostilidade, caracterizada por ações desproporcionais, implacáveis e assimétricas, com o objetivo de enfraquecer a economia e a sociedade cubanas.
Observou que, apesar dos desafios, Cuba possui a experiência acumulada de autodefesa contra 67 anos de agressão imperialista, bem como um sistema de justiça social que permite a adoção de medidas equitativas para proteger a população.
Enfatizou que o modelo socialista cubano facilita a alocação prioritária de recursos, incentiva a solidariedade e mobiliza a vontade nacional para enfrentar os desafios atuais.
O vice-ministro também destacou em seu perfil no Facebook a carta publicada pelo Fórum dos Povos, assinada por artistas e personalidades como Jane Fonda, Ed Harris, Indya Moore, Silvio Rodríguez, Roger Waters e Tatiana Maslany, que exigiram o fim da política de estrangulamento contra Cuba.
De acordo com o documento, o bloqueio de petróleo imposto pelo governo dos EUA ameaça fechar hospitais e escolas. Entrementes, organizações de solidariedade estão enviando geradores e painéis solares para garantir o fornecimento de energia elétrica em centros de saúde.
