Casa TodosNacionalCuba dará prioridade aos serviços essenciais diante da hostilidade dos EUA

Cuba dará prioridade aos serviços essenciais diante da hostilidade dos EUA

por Irene Fait

O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, afirmou na sexta-feira que o governo garantirá serviços sociais essenciais e priorizará a produção agrícola para enfrentar a crescente hostilidade dos Estados Unidos.

No programa de televisão Mesa Redonda, ele comentou que essas serão as ações estratégicas mais importantes no contexto imposto pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas a países ou empresas que exportem petróleo para a Ilha.

Pérez-Oliva enfatizou que o decreto de Trump é uma tentativa de impedir o fornecimento de combustível para Cuba e amplia o alcance do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto oficialmente desde 1962 por sucessivas administrações americanas.

Da mesma forma, condenou a imposição de sanções à Venezuela, principal parceira energética de Cuba, que cria “problemas adicionais ao dificultar e aumentar o custo do fornecimento de combustível daquele país”.

“O combustível disponível está sendo e será usado para proteger os serviços essenciais à população e para atividades econômicas indispensáveis”, afirmou.

Explicou ainda que a geração de eletricidade é sustentada pela produção nacional de petróleo, gás associado e fontes renováveis.

O vice-primeiro-ministro cubano indicou que o abastecimento de água à população, os serviços básicos de saúde e os esforços para gerar divisas estão sendo protegidos; e que “as atividades relacionadas à preparação da defesa e à ordem interna estão sendo garantidas”.

Detalhou que a primeira decisão do governo é dar continuidade ao programa de instalação de parques solares fotovoltaicos, como parte dos investimentos para alcançar a sustentabilidade do sistema elétrico “sem depender da importação de combustível”.

Ele também mencionou série de medidas para superar a crise energética nacional, incluindo a instalação de sistemas fotovoltaicos em centros comunitários e a venda desses equipamentos para professores e profissionais da saúde.

Anunciou ainda que “serão tomadas decisões em relação à venda de combustível, porquando ao não haver o suficiente, não podemos manter os mesmos níveis de venda”.

A mesa-redonda  focou nas medidas que o governo está tomando para enfrentar o aumento da agressão dos EUA contra Cuba. Além de Pérez-Oliva, participaram também os ministros do Trabalho e Previdência Social, de Transporte, do Ensino Superior e da Educação.

Fonte: Prensa Latina

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