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Cuba enfrenta perseguição energética

por Irene Fait
Cuba bloqueo de combustible

Por Roberto Morejón.

 

Não demoraram muito em aplicar as medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump desde que o veículo de mídia americano Politico noticiasse que o governo americano estava considerando implementar um bloqueio naval para impedir a chegada de petróleo para Cuba.

Os Estados Unidos emitiram ordem para sancionar países com relações comerciais legítimas com Cuba, para que não enviassem petróleo à Ilha.

Essa medida extraterritorial também impacta negativamente outros países e as relações econômicas internacionais, mas ainda está por ver se a comunidade internacional cederá à chantagem.

A cruel ordem executiva foi aprovada para impedir o fornecimento de hicrocarbonetos pela Venezuela a Cuba, após o ataque militar que levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa.

Diante desses eventos, o governo cubano admitiu que nenhum navio-tanque entra em seus portos há várias semanas, portanto existe desabastecimento.

O ultimato ao mundo para impedir a exportação do chamado “ouro negro” para Cuba  ocorre após o endurecimento do bloqueio, cuja primeira intensificação se aplicou durante o primeiro mandato de Trump.

A ameaça ou imposição de tarifas arbitrárias e abusivas viola o direito internacional, o livre comércio e a Carta das Nações Unidas.

Da mesma forma, busca enfatizar as dificuldades materiais dos cubanos devido ao bloqueio já existente e visa privá-los de recursos essenciais para a vida econômica, saúde e educação.

Foi uma ironia cruel que os Estados Unidos anunciassem uma alocação que descreveram como ajuda humanitária para a região leste da nação caribenha, devastada pelo furacão Melissa.

Muitos cubanos se perguntaram como acreditar no que é apresentado como um gesto piedoso de um governo que está colocando em risco sua sobrevivência por meio do bloqueio energético.

As autoridades em Havana relataram que, diante da agressão econômica, estão buscando soluções e implementando diretrizes para lidar com a grave escassez de combustível.

Os anúncios não se furtaram à transparência, enfatizando que a crise energética coloca o país em tempos muito difíceis.

O colapso faz parte da liturgia trumpista, mas não da mentalidade cubana, afirmou o governo, acrescentando que países, instituições e empresas manifestaram determinação de trabalhar com a nação caribenha.

 

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