Por Roberto Morejón.
Os cubanos se movem sob o impacto de novas medidas de austeridade, provocadas pelo bloqueio à entrada de petróleo no país imposto pelos Estados Unidos, sem justificativa legal ou moral.
Cuba está implementando medidas emergenciais que mantêm os apagões de eletricidade e reduzem o já insuficiente transporte público, o que cria obstáculos à mobilidade laboral e exige ajustes nos horários nos setores de produção e serviços. Tanto a ONU quanto diversos governos alertaram para o perigo de o boicote energético de Washington gerar uma crise humanitária em Cuba.
É claro que os cubanos se esforçarão para frustrar a implementação dos planos nefastos de Trump, daí que o governo implemente o ajuste das atividades, visando aproveitar ao máximo as escassas reservas de petróleo.
Muito mais quando não entram provisões de combustível no país há várias semanas, já que os Estados Unidos, após o ataque militar, controlam a movimentação de navios provenientes da Venezuela.
Cuba, portanto, que se destacou por enviar médicos, professores e instrutores esportivos para outras partes do mundo, agora precisa enfrentar um boicote energético imposto pela maior potência militar e econômica do planeta.
Essa manobra feroz se baseia na ameaça de aplicar tarifas aos países que vendam petróleo para Havana.
Aqueles que sofrem com as limitações denunciam as afirmações dos ocupantes da Casa Branca de que Cuba representa o que chamam de ameaça à sua segurança.
Essa narrativa, baseada em mentiras e clichês herdados da Guerra Fria, não consegue esconder o verdadeiro propósito: mudança de regime em Havana.
O representante Jesús “Chuy” García, de Illinois, não acreditou nas diatribes da Casa Branca e avaliou a intensificação da agressão econômica contra Cuba como uma tentativa deliberada de provocar um colapso humanitário e sofrimento desnecessário para o povo cubano.
“Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos”, afirmou García, acrescentando: “A questão aqui não é a segurança, mas a fabricação de uma desculpa para exercer a crueldade.
E diante dessa barbárie, Cuba foi forçada a implementar uma série de medidas para garantir a vida e pelo menos um mínimo de serviços essenciais, sem abrir mão do desenvolvimento.”
