Por Roberto Morejón.
Como parte de seu rancor a Cuba, a extremista Rosa María Payá frequentemente lança diatribes contra seu país natal, tanto assim que tem problemas por isso durante suas viagens pelo mundo.
Graças a ter sido escolhida pelo então senador Marco Rubio como membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a qualificada como “ativista anticastrista” ganhou maior agilidade.
Payá viajou recentemente ao México, onde, segundo a imprensa local, participou de atividades políticas com grupos de direita.
O governo mexicano advertiu que ela deveria se limitar a cumprir suas responsabilidades como comissária da CIDH e não se envolver em assuntos políticos internos.
A Secretaria das Relações Exteriores do México informou que não foi notificada da visita de Payá como enviada da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A imprensa mexicana relatou que Payá compartilhou plataforma com figuras da direita e expressou opiniões desfavoráveis sobre o governo cubano.
Os tropeços no México somam-se a outros ocorridos desde sua eleição como comissária em junho de 2025 e posse em 1º de janeiro. Não deram importância à preocupação do Painel Independente de Avaliação de Candidatos aos órgãos do Sistema Interamericano de Direitos Humanos em relação à filiação de Payá a diversas organizações.
O Painel alertou que essa filiação poderia lançar dúvidas sobre a aparência de independência aos olhos de um observador razoável.
A atuação da comissária em fóruns e redes sociais, com posturas ácidas em relação a Cuba, tem sido intensa. Inclusive afirmou ter acompanhado a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, à entrega do Prêmio Nobel da Paz. Aliás, como é sabido, provocou grande controvérsia o fato de o mencionado prêmio ter sido dado à venezuelana.
Defensora da golpista boliviana Jeanine Áñez, Rosa María Payá foi acusada de receber financiamento da USAID para seu grupo extremista.
Em determinado momento, ela comandou a chamada Rede Latino-Americana de Jovens pela Democracia, uma espécie de fachada da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).
Auto credenciada como expoente da sociedade civil cubana que não a legitima, Payá advoga pela intervenção dos EUA em Cuba.
É uma pessoa sem raízes na Ilha, criada artificialmente pela comunidade de exilados cubanos de extrema-direita e pelos Estados Unidos.
