Casa TodosNacionalIntelectual cubano destaca no México que a esquerda precisa se unir

Intelectual cubano destaca no México que a esquerda precisa se unir

por Irene Fait

O intelectual cubano Omar González exortou a esquerda a articular movimentos em busca da unidade, diante de um governo americano que nunca foi tão cruel, nem politicamente tão errante.

“Precisamos construir nossa própria mídia alternativa e comunidades virtuais e digitais. Devemos criar redes entre nós, grupos. É preciso articular todo esse movimento e continuar nos unindo”, afirmou.

Durante um encontro na embaixada de Cuba na Cidade do México com membros do Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba e da Associação de Cubanos Residentes no México, o jornalista observou que vivemos em um mundo onde “a realidade é um espelho quebrado”.

“Quando a gente se olha em um espelho quebrado, nunca consegue ver a fisionomia completa. Essa verdade não se entende, não se reage diante dela”, explicou o escritor, que tem uma longa carreira na direção de instituições culturais cubanas.

Descreveu como inacreditável que as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, não tenham provocado a reação global que merecem, atribuindo isso ao fato de que “a consciência social em geral está adormecida ou dormente”.

Na sua opinião, a mídia se dedica há muito tempo a adormecer, enganar e semear incerteza e confusão.

Sobre a difícil situação que enfrenta a população na Ilha, sitiada pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, González opinou que não tem precedentes, e enfatizou a importância das ações dos movimentos de solidariedade em todo o mundo diante dessa realidade.

“A solidão é a pior coisa que existe. Saber que se está sozinho é devastador do ponto de vista espiritual, mas saber acompanhado na luta, na resistência, dá muita energia para viver e continuar lutando”, expressou.

No ano do centenário de nascimento de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, a ser comemorado em 13 de agosto, o intelectual também destacou a visão do Comandante-em-Chefe sobre a cultura como força libertadora.

Fonte: Prensa Latina

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