Personalidades proeminentes do Peru classificaram de criminosas as medidas de bloqueio ao fornecimento de combustível a Cuba impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Um comunicado dos membros do Capítulo Peruano da Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) indica que o anúncio de tarifas retaliatórias contra países que forneçam petróleo para Cuba usa de pretexto a alegação de que a ilha é “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos EUA.
O documento afirma que o objetivo do presidente dos EUA é prejudicar a indústria cubana, o turismo, o cotidiano dos cidadãos cubanos e o desenvolvimento social e cultural de uma nação irmã.
“O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou, com a coragem e a dignidade inspiradas pelo heroísmo de seu povo, que essas medidas fascistas e genocidas buscam sufocar as inegáveis conquistas sociais da Revolução Cubana,” diz o documento.
REDH afirma que, nestas horas de solidariedade militante, em homenagem ao centenário de nascimento do Comandante Fidel Castro e ao centenário da revista “Amauta”, fundada no Peru por José Carlos Mariátegui, “expressamos resolutamente que Cuba não está sozinha” e insta a multiplicar a solidariedade com a nação caribenha.
A lista de signatários é encabeçada pelo ex-ministro das Relações Exteriores e ativista social Héctor Béjar, e pelos poetas Hildebrando Pérez Grande, Marco Martos, Winston Orrillo Ledesma, Juan Cristóbal e Vicente Otta.
Também assinam o texto Gustavo Espinoza, chefe do Coletivo Solicuba para o Pensamento e a Cultura; e o escritor e jornalista José Luis Ayala. Os artistas visuais Fanny Palacios, Bruno Portuguez, Ever Arrascue e Sonia Estrada; a cantora e compositora Marcela Pérez Silva; e os analistas Jorge Perazzo e Milcíades Ruiz.
Da mesma forma, expressaram sua desaprovação às medidas a atriz e recitadora Delfina Paredes; dirigentes do Comitê Coordenador Peruano de Solidariedade com Cuba, Nicolás Aguilar e Germán Rentería; e os jornalistas Luis Rodríguez Reyna, Sergio Nolasco e Manuel Robles Sosa.
Fonte: Prensa Latina
