O primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), Miguel Díaz-Canel, enfatizou na quinta-feira a importância do trabalho dos membros do partido no enfrentamento dos problemas atuais e na busca de soluções urgentes para a nação.
O presidente participou dos Plenos do Partido nas províncias ocidentais de Pinar del Río e Artemisa, como parte das reuniões de trabalho com as estruturas do PCC nas províncias.
Em mensagem na rede social X, o chefe de Estado descreveu os encontros como “trocas de ideia frutíferas” e destacou “o papel dos membros do partido no enfrentamento dos problemas e na busca de soluções que o país precisa já”.
Nos encontros, Díaz-Canel enfatizou que “o único limite para a flexibilidade nos estilos de trabalho é aquele que coloque em risco a soberania e a independência do país”.
O chefe de Estado exortou os membros do partido a assumirem um papel de liderança no enfrentamento dos problemas nacionais.
“Precisamos garantir que os membros do partido se sintam responsáveis por tudo que funcione mal; precisamos agir, colocando a militância em primeiro lugar”, afirmou durante o debate, no qual foram analisadas experiências locais, como o funcionamento do município de Viñales.
O presidente destacou a importância de os produtores de bens e serviços concentrarem seus esforços nas exportações e defendeu maior autonomia municipal e empresarial “para produzir e contribuir mais para o tecido da economia nacional”.
Em suas considerações finais, Díaz-Canel dedicou um tempo à análise dos “graves acontecimentos ocorridos nos primeiros dias do ano na pátria de Bolívar e Chávez”, referindo-se ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Descreveu os acontecimentos como “uma covarde agressão dos EUA”, “um ato criminoso” e “a expressão mais clara da lógica imperial de tentar se recuperar” quando o império se desfaz.
“O problema não é Maduro: o problema é o petróleo e os recursos da Venezuela”, afirmou.
O chefe de Estado alertou que a ameaça não se restringe à Venezuela, mas a toda a humanidade, e apelou à união da América para “apresentar uma frente antifascista”.
“A história demonstra que nenhum imperialismo é invencível quando os povos decidem se levantar e defender sua vida”, afirmou.
Fonte: Prensa Latina
